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domingo, 27 de maio de 2012

Brasília derrota Pinheiros e é finalista do NBB pela quarta vez

Por Renata Kelly
De São Paulo

Marquinhos, do Pinheiros, em ataque
O último jogo da série melhor de cinco do Novo Basquete Brasil (NBB), entre Pinheiros/ SKY e Uniceub/ BRB/ Brasília, foi marcado por muito esforço e tensão dos jogadores. Ocorrido neste domingo (27), no ginásio Henrique Villaboim, São Paulo, às 14h, a equipe do Brasília derrotou a do Pinheiros por 81 a 68 e classificou-se para os jogos finais.

A partida começou com o domínio dos brasilienses. Talvez, pelo último jogo ocorrido no mesmo ginásio, a equipe ficou mais atenta no ataque e defesa. Pinheiros esforçou para alcançar o desempenhos dos adversários, mas mesmo assim não adiantou. O ala Nezinho, do Brasília, foi o destaque do tempo, líder em assistências e marcação pontos. O placar fechou em 30 a 15 a favor dos visitantes. “Viemos para São Paulo para buscar essa vitória”, comentou o ala brasiliense Guilherme Giovannoni.

No segundo quarto, Pinheiros foi preparado. Investiu no ataque e chegou a mudar o placar criando uma diferença de onze pontos. A torcida paulista cantava o nome da equipe para incentivar os jogadores. “A ausência do armador Shamell fez diferença em um momento como este”, declara o torcedor Matheus. Brasília não deixou a peteca cair, mesmo com a agressiva dos pinheirenses. Terminou o segundo quarto na liderança Brasília com 36 a 40.

Lucas Dias, do Pinheiros, se preparando para arremesso
Após o intervalo de quinze minutos, o Brasília voltou mandando na quadra. A exemplo do Pinheiros, também investiu no ataque, conseguindo mais rebotes e roubada de bolas. Terminaram o terceiro quarto com vantagem de nove pontos, sendo 57 a 48 sobre os donos da casa. “Brasília jogou muito bem e nós estávamos desconcentrados”, afirmou Olivinha do Pinheiros.

O último quarto podia-se notar o desespero dos jogadores paulistanos. O ala Marquinhos, do Pinheiros, convocado para a seleção brasileira de basquete para as Olimpíadas de Londres, perdeu várias bolas e um arremesso incrível, o que deixou a torcida muito desaminada. Pinheiros continuou investindo no ataque, mas a defesa ficou a desejar. Brasília mostrou aptidão e agilidade e fechou a partida em 81 a 68.

Pinheiros foi desclassificado dos jogos da NBB e o Brasília foi, automaticamente, classificado para a grande final, de jogo único, que será neste sábado na cidade de Mogi das Cruzes. A equipe é a atual bicampeã do NBB, e também a única a marcar presença em todas as finais da competição desde que ela foi criada na temporada 2008/09. 

Datas das partidas:
18/05 – Brasília 84 x 75 Pinheiros
20/05 – Pinheiros 80 x 63 Brasília.
22/05 – Pinheiros 74 x 76 Brasília.
25/05 – Brasília 105 x 109 Pinheiros.
27/05 – Pinheiros 68 x 81 Brasília.

domingo, 13 de maio de 2012

Governo Federal financia boa parte dos gastos da CBB e contribuinte é quem paga a conta

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

Saiu na última semana de Abril no diário Lance! o balanço da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) referente ao ano de 2011. Este era um assunto ansiosamente esperado por muitos, já que explica onde foi gasto o dinheiro destinado a confederação e foi destrinchado nessa última semana por especialistas.

Mais do que isso, o balanço desse ano, reflete as mudanças na gestão da entidade maior do basquete nacional. Gerasime Bosikis (atual presidente da ABASU - Associação Sul-Americana de Basquete), foi presidente da CBB entre os anos de 1997  e 2009, num mandato polêmico. Grego, como era conhecido o ex-presidente, foi substituído por Carlos Nunes, que preside a entidade até o presente ano e durante seu mandato o basquete brasileiro passou por mudanças relevantes. A seleção masculina conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, depois de um longo jejum olímpico. Os campeonatos nacionais se tornaram mais competitivos e atraentes ao público. Recentemente foi criado o RITA - regulamento de inscrição e transferência de atletas - regulamentando as transações entre equipes e jogadores. As mudanças continuam acontecendo, mas havia a necessidade de saber quanto isso custa e quem paga a conta .

Jorge Cruz analisou em seu blog que 72% dos gastos da CBB é financiado pelo Governo Federal, que acaba destinando para esse fim o dinheiro do contribuinte. É possível verificar, a partir dos números divulgados, que a confederação trabalha em um déficit crescente ao longo dos anos, com gastos que poderiam ser minimizados, como por exemplo, juros bancários. O especialista em basquete Fábio Balassiano publicou em seu blog Balanacesta o arquivo cedido pela CBB e considera  a situação grave, pois coloca em risco o futuro da modalidade no país.