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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Atualização no mercado!

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Com quatro contratações, o Pinheiros movimentou o mercado nessa semana. Acompanhe o vai e vem de jogadores na nossa página especial

terça-feira, 3 de julho de 2012

Ceará tem o pedido aceito pela Liga, e pode disputar a próxima temporada do NBB

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

O Conselho de Administração da Liga Nacional de Basquete (LNB) aprovou, nesta terça-feira (3), por unanimidade, o pedido da equipe do Ceará (especulado como Fortaleza) para pleitear uma vaga na próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB).

Apesar de ter o pedido aceito, o time, que jogará na cidade de Fortaleza (CE), ainda deverá passar pelas avaliações técnicas, estruturais e financeiras, como todos os outros 19 clubes que tem a intenção de atuar na temporada 2012/2013 da competição. As equipes deverão apresentar a documentação exigida pela LNB até o dia 31 de julho e a entidade revelará quais serão os clubes participantes e tabela completa da próxima edição do NBB no dia 07 de agosto.

Se passar pela avaliação, além de entrar direto na competição de forma inédita, o Ceará será também o primeiro time do Nordeste no NBB. 

“Foram apresentadas à Liga todas as informações necessárias para sua aprovação. É uma equipe forte, que vem com um projeto bastante estruturado e ficamos muito felizes pela região Nordeste voltar a fazer parte do campeonato nacional”, afirmou o presidente da LNB, Kouros Monadjemi.

Segundo as informações passadas pelos representantes do clube cearense aos dirigentes na LNB, Alberto Bial será o técnico da equipe e terá à disposição os armadores Davi Rossetto (ex-Pinheiros) e Matheus (ex-São José); os alas Rogério (ex-Limeira), Jimmy (ex-São José), André Goes e Schneider (ex-Joinville); e os pivôs Drudi (ex-Franca), Felipe e Adriano (ex-Paulistano).

O NBB 2012/2013 poderá contar com a participação de 20 clubes. A Liga possui, hoje, 17 clubes associados mais o Mogi e o Palmeiras, que conquistaram o direito de pleitear por uma vaga no campeonato via Super Copa Brasil, e o time do Ceará, que teve o pedido de inscrição aprovado pelo Conselho de Administração.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Final em jogo único é reprovada

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Reprovada por torcedores, técnicos e atletas, a final em jogo único na última edição do Novo Basquete Brasil (NBB) foi também escolhida como o "maior tropeço" para a Seleção NBB/Basquete Notícia, com 75% dos votos. 

A decisão entre São José/Unimed/Vinac e Uniceub/Brasília foi a primeira da história competição a ser decidida em única partida. Antes, o título era disputado em série de cinco jogos - formato que é mais comum ao basquete. 

Essa tendência de "reduzir" a decisão em torneios de clubes brasileiros - exceto o futebol - foi testada no vôlei, com a Superliga. Para atender a parceria com a televisão, e ter a final transmitida em canal aberto, foi preciso cortar a série - que poderia ser decidida em qualquer jogo, e demandaria mudanças na grade da emissora responsável pela transmissão - e fazer a decisão em apenas um jogo. No vôlei, apesar de muitos ainda contestarem, a fórmula deu certo. 

No basquete, a primeira experiência foi vista com estranheza. Como ponto positivo, podemos destacar o retorno do basquete de clubes à TV aberta. O jogo final do NBB4 foi o primeiro a ser exibido em 15 anos. Porém, o público brasileiro ainda necessita de um tempo para se reacostumar à modalidade. Segundo dados do Ibope, a audiência da Rede Globo caiu pela metade na manhã do sábado, dia 2 de junho, quando foi transmitida a decisão entre São José e Brasília. 

Time campeão
As equipes do NBB estão em foco na última votação: "Qual foi o time que mais chamou a atenção no campeonato?"

Não precisa escolher o melhor, nem o campeão. Queremos saber qual equipe teve um destaque além do esperado. Ou por ter jogadores mais criativos, ou porque se envolveu em histórias diferentes. Vale até aquela equipe sem pretensões que foi longe. Estão na briga os 12 times que passaram pela primeira fase do NBB. A votação vai até a próxima segunda-feira (9). 

Atlanta 1996: O que não deu certo para o Brasil?

Por Renata Kelly
De São Paulo

Olivinha marcando ponto para a seleção

Muito se fala sobre a nova seleção olimpíca de basquete masculino brasileiro, que foram dezesseis anos que o país esteve fora do grande campeonato mundial e que os novos atletas possuem grandes chances de alcançar a medalha. Porém, ninguém comenta que por dezesseis anos a Confederação Brasileira de Basquete sofreu muito para encontrar jogadores aptos a modalidade e que aqueles que representaram o país pela última vez tornaram-se profissionais insubstituíveis durante este tempo.

Olivinha, Pipoka, Ratto e Tonico foram alguns nomes que deram liga a seleção brasileira de basquete em 1996, comandada pelo técnico Ari Vidal, atual diretor de basquete do Flamengo.Oscar Scmidth era a estrela do momento, pois além de ser conhecido no país como o "mão santa", somou mais de mil pontos no campeonato, ante nunca registrado na história, virando o "super star" dos norte americanos. Segundo publicações da época, a seleção brasileira tinha a plena consciência de que iria enfrentar equipes mais aptas e preparadas e os jogadores estimavam alcançar o quinto lugar.

"O nosso objetivo é chegar em quinto, o que já seria uma classificação honrosa.Como os EUA já têm o ouro, nossos adversários serão Croácia, Lituânia e Iugoslávia. Se tivermos a felicidade de conseguir derrotar um deles, aí sim, podemos pensar em pódio", disse Oscar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, às vésperas dos jogos de Atlanta (EUA).

Atuação brasileira - A seleção masculina ficou um pouco abaixo de suas expectativas. O primeiro confronto foi contra a seleção de Porto Rico. O Brasil venceu por 101 a 98. Em seguida, foi derrotado pela Grécia, com o placar de 89 a 87. Depois, perdeu para a Austrália (101 a 109) e a Iugoslávia (101 a 82), e no quinto jogo, enfrentando a Coréia do Sul, conseguiu se classificar para as quartas de final (127 a 97). Enfrentou os Estados Unidos, que venceram por 98 a 75. Depois, disputando o quinto e oitavo lugar, venceu a Croácia (80 a 74), mas acabou perdendo para a Grécia (72 a 91), fincando o sexto lugar.

Oscar Schmidt comemora ponto no mundial
Os relatos dos jogos mostram que o país tinha muita vontade de vencer, tanto que foram poucos os placares de considerável diferença. Nas partidas em que foi derrotado, os brasileiros jogaram bem e esteviram próximos da vitória. Talvez, o espírito de alcançar o quinto lugar tenha contribuído para o resultado. Não foram registrados muito erros nas competições. O fato positivo é que o número de pessoas interessadas na modalidade cresceu em território nacional, devido a exposição dos jogos na mídia. Esta foi a última Olimpíada da seleção e a última do jogador Oscar.

Brasil em Atlanta - Nas Olimpíadas de 1996, o Brasil levou a sua maior delegação esportiva da história.Alguns otimistas, na época, disseram que o país superou as expectativas levando 15 medalhas, sendo 3 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze. Ficamos em 25° lugar, entre os 127 países que participaram da competição. O resultado mostrou que o país tem potencial olimpíco e que se investissem mais nas futuras gerações do esporte, garantiriam a preparação dos novos atletas e dos que continuaram.

Atualizado em 02/07/2012, às 21h30.

sábado, 30 de junho de 2012

Pinheiros analisa futuras contratações

Por Renata Kelly
De Sã Paulo

Fiorotto e Morro continuam ao lado de Mortari
Os jogadores de Cláudio Mortari, na conquista do Novo Basquete Brasil (NBB), serão os seus adversários nos próximos torneios de basquete. Marquinhos e Olivinha são os recém-contratados do Flamengo, Plabo Figueroa emigrou para o Fanca e Renato está fechando contrato com o Minas Tênis Clube. O Pinheiros ainda não anunciou a vinda de novos profissionais, apenas a renovação de contratos. 

Os jogadores que se mantiveram na equipe foram: Paulinho Boracini, Shamell, Bruno Fiorotto, Rafael Mineiro, Morro, Pedro Henrique e Lucas Dias. Para o técnico Cláudio Mortari o momento é bom para a equipe analisar as futuras contratações e as melhorarias para os próximos jogos. “Nosso elenco é grande e de qualidade e vamos fazer o possível para substituir os jogadores que saíram”, comentou. 

Dois dos seus melhores estão sob licença médica. O norte-americano Shamell operou o tendão da perna direita e está em fase de recuperação, e o ala Fiorotto acabou de sair de uma cirurgia no ligamento cruzado do joelho direito.  Provavelmente, eles não atuaram nos jogos de final de ano. 

Na última temporada, o Pinheiros fez uma campanha histórica ao alcançar o título do Campeonato Paulista (o primeiro de sua história), o terceiro lugar do NBB (pela segunda vez consecutiva) e vice-campeonato em duas competições internacionais, o Torneio Interligas e a Liga Sul-Americana.

Os detalhes do vai e vem no mercado de transferências você pode acompanhar através de nossa página especial. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Brasília e Pinheiros tiraram o fôlego!

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

A partida foi muito disputada, mas na enquete a vitória veio fácil. Com 83% dos votos, a semifinal cheia de prorrogações entre Brasília e Pinheiros ficou com o título de jogo mais emocionante da temporada do Novo Basquete Brasil. 

Esse era o quarto jogo da série de playoffs e tinha muita coisa em jogo. Para o Brasília era a chance de carimbar, em casa, a vaga em mais uma final de NBB. No Pinheiros, era vida ou morte. Era preciso vencer para se manter vivo na competição e decidir a classificação em São Paulo. O jogo foi especial do início ao fim, decidido nos lances livres, e duas vezes com o cronômetro zerado. Depois de duas prorrogações, o Pinheiros levou a melhor por 109 a 105. A torcida presente no Ginásio "Nilson Nelson", em Brasília, aplaudiu de pé o espetáculo.  

No final da série, o Brasília acabou classificado para a sua terceira final em quatro edições do NBB. Como o mando de quadra era da equipe de São José, essa partida contra o Pinheiros  acabou sendo a última dos brasilienses em casa. 

Há registro também em vídeo desse jogo que já está na história da competição.  

A próxima votação da Seleção NBB/Basquete Notícia já está aberta. Como nem tudo são flores, a gente quer saber: "Qual foi o maior "tropeço" da temporada?"

Jogo único
Esse método foi escolhido por um motivo aceitável: a TV. Para a Rede Globo, não seria possível transmitir a série inteira de playoffs em rede nacional. Sendo assim, ficou estabelecido, em decisão inédita, que o campeonato seria decidido em jogo único. 

A partida entre São José e Brasília foi a primeira transmissão de clubes brasileiros na televisão aberta em 15 anos. Nesse ponto foi bastante positivo, mas muitos ficaram descontentes com o formato. Há quem acredite, por exemplo, que o resultado do NBB possa ter sido prejudicado. Quem esteve presente na final ouviu de muitos torcedores que o time joseense, passado o nervosismo da estréia em finais, poderia reverter a série e ficar com o título. Já os brasilienses reclamaram a falta de um jogo "em casa". Muitos queriam acompanhar a decisão, mas não tiveram condições de viajar. A Liga Nacional de Basquete (LNB), que organiza a competição, estuda a possibilidade de voltar ao regulamento antigo. Ou seja: final em série melhor de cinco. 

Cadê o torcedor?
Palmas para as equipes de Brasília e São José que conseguiram manter boas médias de público durante todo o campeonato. Mas a verdade é que o torcedor, em muitos lugares, ainda não se acostumou a assistir todas as partidas - ou pelo menos boa parte delas - de sua equipe no decorrer da competição. Cinco entre os quinze times do NBB 4 tiveram público inferior a 500 pessoas por jogo. Em alguns casos, como o do Pinheiros e do Flamengo, o número de torcedores só aumentou na fase de playoffs. 

Não fala mais, senão te mando piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii....
As transmissões do NBB no Sportv tiveram uma novidade nesta temporada: em todos os jogos, os árbitros principais estavam equipados de um microfone, para que o telespectador pudesse saber o que eles estavam marcado. 

Num primeiro momento, a idéia até que foi interessante, e bastante didática. Porém, no desenrolar da competição, alguns erros da arbitragem começaram a ficar muito nítidos. Sobrou para as equipes de transmissão o trabalho de dar uma explicação, mas as tentativas de "driblar" o erro podem ter gerado confusão no público. Isso sem contar os momentos em que os árbitros simplesmente esqueciam dos microfones, e soltavam o verbo - e inclusive palavrões - ao vivo. 

A votação vai até a próxima segunda-feira.  

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sowell é o protagonista fora de quadra


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

O torcedor gostou das revelações do norte-americano Shamell, mas foi outro gringo que levou o título de melhor momento extra-jogo do Novo Basquete Brasil 4. Com 66% dos votos, a dança de Sowell com os árbitros no Jogo das Estrelas ficou com o primeiro lugar, e é mais um na Seleção NBB/Basquete Notícia.  

O ala-armador disputou o campeonato pelo Vivo/Franca, e foi um dos destaques da equipe. Nas estatísticas, aparece com média de 18.03 pontos, 3.30 assistências e 2.97 rebotes.  Por causa da renovação no time do interior paulista, Sowell acabou não renovando contrato, e pode "apresentar seus passos de dança" no Tijuca ou no Joinville.



O penúltimo quesito da nossa votação é o seguinte: "Qual foi o jogo mais emocionante do NBB?"

Opções não faltam, mas escolhemos três que foram bastante comentados pelos torcedores porque aconteceram nos playoffs da competição. 

Flamengo x Unitri/Universo/Uberlândia
No primeiro jogo das quartas de final, em Minas Gerais, os dois times se alternavam na liderança do placar. A vantagem era sempre pequena. O resultado de um jogo tão equilibrado foram duas prorrogações. O Flamengo acabou com a vitória por apenas dois pontos de diferença (110 a 108). 

São José/Unimed/Vinac x Flamengo
O time carioca foi protagonista de outro jogo emocionante, dessa vez nas semifinais. No segundo jogo da série contra o São José, os cariocas venciam com certa tranquilidade a partida fora de casa. Empurrados pela torcida, os joseenses reagiram no último minuto, e conseguiram o empate. Na prorrogação, os paulistas sofreram com as tentativas do Flamengo, mas conseguiram fechar o placar em 107 a 99. Virada espetacular do São José. 

Uniceub/BRB/Brasília x Pinheiros/SKY
Tinha muita coisa em jogo. Para o Brasília era a chance de carimbar, em casa, a vaga em mais uma final de NBB. No Pinheiros, era vida ou morte. Era preciso vencer para se manter vivo na competição e decidir a classificação em São Paulo. O resultado não poderia ser diferente. O jogo foi especial do início ao fim, e decidido nos lances livres, e duas vezes com o cronômetro zerado. Depois de duas prorrogações, o Pinheiros levou a melhor por 109 a 105, e a torcida presente no Ginásio "Nilson Nelson", em Brasília, aplaudiu de pé o espetáculo. 

Escolha o seu favorito até a próxima segunda-feira (25), quando o Basquete Notícia divulga o campeão, e a última pergunta para a votação da nossa seleção do NBB. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Limeira pode ficar de fora do NBB 5

A equipe Winner/Limeira enfrenta atualmente uma situação econômica delicada e corre o risco de ficar de fora da próxima temporada de competições principais do basquete brasileiro. Em entrevista coletiva com a imprensa local, o empresário Cássio Roque, proprietário da franquia, explicou a situação e afirmou que essa é uma possibilidade para a temporada que se segue.

A Winner/Limeira já foi duas vezes campeã paulista (2008, 2010), campeã da Nossa liga de Basquete em 2006 e nessa última temporada de 2011/12 chegou até as oitavas de final do NBB com um elenco de nomes conhecidos no cenário do basquete brasileiro. Atualmente a equipe, que vinha negociando renovações e contratações, luta para se manter entre os melhores times do país e busca auxílio para tanto. A estrutura oferecida pela equipe conta com fisiologista, moradia, alimentação, plano de saúde, entre outros é vista com bons olhos pelos atletas, mas tem custado caro e tem apoio financeiro da prefeitura, de parceiros minoritários e da Winner, principal patrocinador.

Situação semelhante já aconteceu na temporada de 2009 quando os gestores da franquia optaram pela retirada da equipe dos campeonatos e Cássio afirmou que a situação atual pode levá-los a tomar as mesmas medidas que culminaram no pedido de licença e não participação do NBB 2. Sobre a busca de novos patrocinadores e a renovação com os parceiros atuais, Cássio afirma: "Não conseguimos nenhuma empresa de fora (de Limeira). Estou visitando pessoalmente algumas empresas da cidade e buscando ajuda para a equipe. O que vier é sempre bem-vindo", explicou, que elogiou a postura dos empresários que ajudam o time.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Durante fase de contratações, Pinheiros tem time desmembrado

Por Renata Kelly
De São Paulo
Figueroa em jogo contra Joinville
Agora é a fase dos clubes renovarem os contratos de atletas, técnicos e preparadores físicos e uma triste notícia para os torcedores do Pinheiros/Sky é a de que o melhor ala da equipe acabou de ser contratado pelo Flamengo. Pois é!

Com o objetivo de rebaixar os gastos, os dirigentes do rubro-negro contrataram o ala Marquinhos, que teve excelente desempenho nos últimos jogos do NBB e que irá atuar na seleção olímpica de Londres. 

Outro contratado fluminense é o ala Olivinha, que ao sair do Pinheiros agradeceu muitíssimo, em seu blog no site Basketeria, a ajuda e apoio do técnico Cláudio Mortari e do dirigente João Fernando Rossi. 

Além dos alas, especulações rolam na imprensa sobre a contratação do ala-pivô Renato pela equipe do Minas Tênis Clube. Notícias de que também assinaria com o Limeira circularam nos meios de comunicação. O atleta não é mais jogador pinheirense.

O pivô Figueroa também se despediu do Pinheiros,  assinando contrato com a equipe da Vivo/Franca, e o armador Davi Rossetto está fechando contrato com um novo time do nordeste, que será dirigido por Alberto Bial. 

Clube Pinheiros investe em trio coadjuvante – Apesar de ter perdido três dos seus melhores jogadores, o clube correu para segurar outros destaques: o armador Paulinho, o ala-pivô Rafael Mineiro, o pivô Morro, o ala Shamell e o pivô Bruno Fiorotto. Por enquanto, o clube não divulgou nenhuma outra contratação. 

Para o torcedor fiel, leitor do blog Basquete Notícia, Matheus, um time semifinalista fazer uma limpeza logo após o término dos jogos é muito ruim. O rapaz acredita que os clubes sempre vivem o martírio de procurar a sobrevivência para continuar jogando, "O Pinheiros, pela localização e estrutura, tem o dever de buscar bons jogadores e correr atrás dos títulos".

Vitor Benite deixa Limeira e acerta com o Flamengo

Por Ylane pinheiro
De Campinas

Vitor com defendendo a seleção.
O armador/ala Vitor Benite, de 22 anos, acertou hoje sua transferência para a equipe do Flamengo. O atleta, que integrou o elenco da Winner Limeira nesta última temporada do NBB, recebeu propostas de diversas equipes brasileiras, e acabou optando por fechar por um ano com a equipe carioca.

Vitor, que agora está concentrado com a seleção brasileira que disputará o Campeonato Sul-americano, agradeceu aos companheiros de equipe e técnico da última temporada e agora encarará o desafio de jogar ao lado de Olivinha, Marquinhos, Marcelinho, entre outros.

“Este é mais um desafio importante dentro da minha carreira, pois o Flamengo é uma equipe tradicional, com uma camisa muito forte, que conta com jogadores de enorme qualidade e acostumado a títulos, sem falar na gama infinita de torcedores. O meu objetivo é somar e ajudar a equipe a chegar aos seus objetivos, que são as conquistas das competições que iremos disputar”.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Assistência de "rosca" é o lance mais criativo do NBB

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Não deu para a embaixadinha, e nem mesmo para a incrível cesta de costas do alienígena Larry Taylor. Com 75% dos votos, o leitor do Basquete Notícia escolheu a assistência de "rosca", do armador Fúlvio, de São José, como o lance mais criativo do quarto ciclo do Novo Basquete Brasil (NBB).

A jogada saiu  no jogo entre São José e Pinheiros, ainda na fase de classificação. Fúlvio, bem marcado, encontra espaço e manda a bola com efeito para Murilo enterrar. A equipe venceu essa partida por 66 a 64, e subiu para a liderança do campeonato - de onde não saiu. Depois desse lance, o armador joseense explicou como fez a jogada.



Agora é a vez de escolher o melhor momento extraquadra da competição. A votação vai até a próxima segunda-feira.

Pedido de casamento
Essa cena já virou quase um clássico das competições esportivas. Dessa vez, um apresentador de rádio fez o pedido durante a quinta partida dos playoffs oitavas de final entre Cia.do Terno/Romaço/Joinville e Winner/Limeira, lá na cidade catarinense. O clima não era lá dos melhores... Quem perdesse estaria fora do NBB. Para a sorte do apresentador, a equipe da casa fechou a série com vitória, e se classificou para as quartas de final.



Gringo, corintiano, noveleiro e pagodeiro... Ãhn?!
Pode parecer estranha, mas essa é a definição do jogador norte-americano do Pinheiros, Shamell. Em entrevista ao Globo Esporte, antes do Jogo das Estrelas, ele confessou ter tomado gosto pelos principais "costumes" do brasileiro. Assiste à novelas, ouve um pagodinho, e ainda por cima virou torcedor do time das massas: o Corinthians. Não deu outra: Shamell vestiu a camisa do Timão, e até ao estádio foi.



Todo mundo dança!
A cena aconteceu dentro de quadra, mas foi um momento muito atípico no basquete. A relação entre jogadores e árbitros costuma ser bastante tensa, mas só quando a partida está valendo. No "Jogo das Estrelas", o jogador Sowell, de Franca, reclamou, e reivindicou de uma forma diferente: dançando. Os árbitros acompanharam o pé de valsa francano, e protagonizaram um momento no mínimo diverto nesta edição do NBB.



sábado, 9 de junho de 2012

Imortalizado

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes*

A diretoria do Vivo/Franca anunciou uma homenagem pouco comum nos clubes brasileiros. A camisa 10, vestida pelo ex-capitão Helinho por sete anos, será imortalizada. O atleta deixou a equipe nesta semana. 

Depois da saída do técnico Hélio Rubens, pai do armador, a não permanência de Helinho na equipe de Franca era dada quase como certa. O jogador chegou a negociar com a diretoria, mas não teve acordo. Na última quarta-feira (6), ele oficializou a saída, e por meio de seu twitter, já anunciou o próximo destino: voltará a vestir a camisa do Unitri/Uberlândia, onde conquistou dois campeonatos mineiros, um brasileiro e dois sul-americanos nas temporadas 2004 e 2005.

Foram 4 temporadas do NBB com a equipe de Franca, e mais de
400 assistências na história da competição
Helinho tem uma relação especial com a cidade de Franca. Além de ser nascido na cidade, ele teve duas passagens pela equipe. A última começou no final de 2005. Nesses sete anos, ele conquistou junto com a equipe o bi-campeonato paulista (2006 e 2007), o primeiro deles depois de uma fila que durou seis anos, um título nacional (2006), um sul-americano (2006), além do vice-campeonato do Novo Basquete Brasil (NBB) na temporada 2010/2011.

No último ciclo do NBB, o time de Franca caiu nas quartas de final, contra o São José. Helinho manteve média de 10,47 pontos, 1,76 rebote e 3,88 assistências por partida. Além disso, logo no início do campeonato, em novembro, ele se tornou o sexto jogador a conquistar a marca de 400 assistências na competição nacional.

Além de ter a “10“ imortalizada, serão feitos dois quadros com a camisa do jogador. Um será entregue para ele, e o outro ficará exposto na sede do clube. 

Relembre, em vídeo, um pouco da trajetória do jogador:

Saiu da fila
Jogador fez parte do elenco que conquistou o título Paulista para Franca depois de seis anos sem conquistas no estadual. Essa foi a primeira conquista importante do jogador desde o retorno, em 2005. 



Conquistou o BI
No ano seguinte ao título, a equipe de Franca, liderada por Helinho, conquistou o Campeonato Paulista pela segunda vez.



De volta à Uberlândia
Depois de sete anos em Franca, o jogador retorna para o Unitri/Uberlândia. Esse foi o último clube de Helinho antes da sequência de temporadas no interior paulista. Em Minas, o armador teve uma passagem vitoriosa, que inclui a conquista do Campeonato Brasileiro (na época organizado pela CBB) de 2004. Nesse retorno, o atleta de 37 anos terá um desafio. O armador titular de Uberlândia, Valtinho, e o ala-armador Robby Collum fizeram ótima temporada no ciclo 4 do NBB, e Helinho terá que mostrar serviço para conquistar espaço no time.  




* Com informações oficiais do Vivo/Franca.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A regra é clara?


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Em tempos de intertemporada voltam as especulações nos bastidores do basquete. Uma delas, já antiga, é a inclusão da equipe de Fortaleza na próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB). E aí muita gente se pergunta – como uma equipe pode entrar direto no campeonato sem passar pela Super Copa? E se isso é possível, por que existe um torneio de acesso?

Mogi e Palmeiras entraram no NBB depois do título e do
vice-campeonato na Super Copa Brasil, respectivamente
Apesar de não aparecer claramente no regulamento, a Liga Nacional de Basquete (LNB) permite a entrada das equipes no NBB de duas formas. Uma delas é via Super Copa Brasil, organizada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Os dois primeiros colocados, se estiverem de acordo com as exigências da Liga, têm o direito de disputar a competição. Uma das exigências é a apresentação de um bom planejamento financeiro para evitar os “aventureiros” que entram para disputar apenas uma temporada e depois desistem da competição. Por esse meio, Mogi das Cruzes/SaniFill, campeão, e Palmeiras, vice-campeão da Super Copa deste ano poderão disputar o ciclo 5 da competição nacional. Esse é o caminho da vaga conquistada. A equipe ganha o direito em quadra, e paga apenas as taxas “normais” exigidas para inscrição.  

A entrada desses dois times, porém, foi motivo de polêmica. Existe uma regra no NBB que permite uma cota de 10% de equipes do mesmo estado na competição em relação ao número total de participantes. Com dois finalistas de São Paulo, um deles ficaria de fora.

O assunto foi exaustivamente levantado com os responsáveis da CBB e da LNB durante a semana de disputas da Super Copa. Após muitos “não sabemos ainda”, dois dias antes da final veio a confirmação: Araraquara desistiu de disputar o NBB e ficaram abertas, assim, duas vagas para times paulistas. Problema resolvido.

Araraquara tem dificuldades financeiras já há algum tempo. Na temporada 2009/10, a equipe tentou uma parceria com o Palmeiras, que durou apenas um ano. Notícias sobre a saída do time já circulavam desde a desclassificação na primeira fase do NBB, no início do ano. Chegou-se, inclusive, a especular que a cidade venderia sua franquia para Ribeirão Preto, mas essa “manobra”, de acordo com o regulamento da Liga, é “ilegal”. Depois de muita polêmica, ambas as diretorias negaram que estariam em negociações. Pouco tempo depois, Ribeirão anunciou que não voltaria ao cenário do basquete nacional na próxima temporada.

Alberto Bial é indicado como provável
comandante do time de Fortaleza
Fortaleza se manteve distante desse “diz que me diz” e agora pode ser a principal beneficiada. O segundo meio legal de entrar no NBB é a compra de uma franquia. Essa opção é apenas para as equipes que tem “caixa” disponível. A LNB não divulga os valores, mas o preço é bastante alto.

A obtenção de uma franquia só pode ser feita diretamente com a Liga. Ou seja: o time que não tiver mais interesse ou condições de participar da competição vende a sua vaga à LNB, que após a aquisição poderá repassá-la para outra equipe. Isso, até o momento, não aconteceu. Mas com a devolução da franquia de Araraquara, pode ser o primeiro ano que um time entra direto no NBB.

A equipe do nordeste brasileiro, de acordo com informações não oficiais, seria comandada por Alberto Bial, ex-jogador, técnico, e atual comentarista do Sportv e da Rede Globo.

Licença e parceria

Os times que perderam patrocinadores ou têm outras dificuldades financeiras não precisam tomar uma atitude drástica como fez Araraquara e vender a vaga. A LNB permite uma licença de até dois anos. Nesse período a equipe fica de fora do NBB e a franquia é mantida. Depois de dois anos, o time é obrigado a voltar à competição. Caso isso não aconteça, o ele é excluído da Liga e perde todos os seus direitos. Lajeado, Nova Iguaçu e Ulbra, todos sócio-fundadores da LNB, perderam suas vagas dessa forma.

Outra estratégia para driblar a crise é firmar uma parceria. Assis, que esteve ausente nessa última edição do NBB, assinou parceria de dois anos com Suzano, e volta na próxima temporada como Instituto Ratto/Suzano/Assis. Araraquara, como já foi dito, também já tentou parceria com o Palmeiras há dois anos. É importante ressaltar que esse esquema de “sociedade” não está incluído no regulamento do NBB. Todos os pedidos de parceria são analisados previamente pelo conselho da LNB.  

Segunda divisão

Em abril, a Liga divulgou a possibilidade de se abrir uma segunda divisão do NBB, algo parecido com o que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) fez com a criação da Superliga B.

Adotando esse formato, as equipes que não participam da liga principal terão a possibilidade de disputar um campeonato mais longo e consistente (o nível das Copas Regionais hoje é bastante fraco), e a rotatividade de times na divisão especial seria maior, com acessos e rebaixamentos a cada temporada. A idéia agrada a várias equipes, mas não existe nada definido até agora. O projeto, de acordo com a LNB, está apenas em estudo.  

Traduzindo as regras

Um time entra no NBB:
- Por vaga conquistada: os dois finalistas da Super Copa Brasil, se estiverem de acordo com as exigências da LNB.
- Por vaga comprada: um desistente vende a vaga para a LNB, que só depois pode negociá-la com outra equipe.

São permitidas:
- Parcerias, desde que previamente analisadas pela Liga, e...
- Licença de até dois anos.

Não é permitida:
- A negociação de franquia de uma equipe para outra. A compra deve ser feita direto com a LNB.
- A participação de mais de 10% de equipes de um mesmo estado no NBB. Nesse ano o problema da Super Copa foi resolvido, mas se o problema de repetir na próxima temporada, não se sabe como a Liga vai driblar a situação. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Melhores do NBB: São José leva sete troféus. Murilo é eleito melhor jogador


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes*

Murilo faturou prêmio de MVP e outros três troféus
O São José/Unimed/Vinac foi o destaque na premiação dos melhores da temporada 2011/12 do Novo Basquete Brasil (NBB). No total, a equipe levou sete prêmios, com destaque para o pivô Murilo, dono de quatro troféus. A escolha foi feita pelos capitães das 15 equipes participantes, personalidades do basquete e jornalistas especializados na área.

Vice-campeão do NBB, o São José colocou dois jogadores na seleção do campeonato. O armador Fúlvio, e o pivô Murilo, que faturou ainda o troféu de cestinha, melhor reboteiro, e de melhor jogador de toda a temporada.

“Acredito que esta foi a melhor temporada que eu fiz. Infelizmente só faltou o título. Mas fizemos um ótimo trabalho no campeonato e o resultado está aí, todo mundo sendo lembrado na premiação”, destacou Murilo.

Régis Marrelli foi escolhido como o melhor técnico.

Seleção do campeonato: Fúlvio, Murilo, Giovannoni e Alex
Já o tricampeão do NBB, o Uniceub/BRB/Brasília, também saiu premiado. Além do troféu dourado de campeão, recebeu mais três prêmios. O ala/pivô Guilherme Giovannoni e o ala/armador Alex integraram o quinteto ideal da competição. Alex ainda recebeu o troféu de melhor defensor, pela quarta vez consecutiva.
“Nós somos uma equipe muito entrosada e isso facilita a nossa convivência e o nosso modo de jogar. Estamos em um momento ótimo, tudo está dando certo. Na próxima temporada, vamos entrar com o mesmo pensamento, de conquistar o título brasileiro e também títulos internacionais”, declarou Giovannoni.
Confira todos os prêmios da temporada:

Seleção do NBB
Armador - Fúlvio (São José)
Alas – Alex (Brasília) e Marquinhos (Pinheiros)
Pivôs – Guilherme Giovannoni (Brasília) e Murilo (São José)
Melhor Sexto Homem – Paulinho Boracini (Pinheiros)

“Trofeu Ary Vidal” Técnico do Ano – Régis Marrelli (São José)

Equipe com Melhor Ataque – Flamengo
Equipe com Melhor Defesa – Pinheiros
Equipe Fair Play – Uberlândia

Melhor Jogador (MVP) – Murilo (São José)
Revelação – Gui (Bauru)
Jogador que Mais Evoluiu – Gui (Bauru)
Melhor Defensor – Alex (Brasília)
Cestinha – Murilo (São José)
Líder em Rebotes – Murilo (São José)
Líder em Assistências – Fúlvio (São José)

Árbitro Revelação – Diego Chiconato
Trio de Arbitragem – Carlos Renato dos Santos, Sérgio Pacheco e Fernando Serpa
Árbitro Destaque – Cristiano Maranho

* Com informações na Liga Nacional de Basquete (LNB)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os melhores da temporada serão premiados hoje

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

Após a vitória e o tricampeonato da Uniceub/BRB/Brasília na final do último sábado (2/6), a Liga Nacional de Basquete (LNB) premiará os melhores do campeonato do NBB 2011/12 na cerimônia que será realizada hoje (5). Os melhores atletas serão escolhidos pelos capitães das 15 equipes participantes, personalidades do basquete e jornalistas especialistas na área.

Na cerimônia, também serão feitas homenagens aos atletas da seleção do campeonato, ao técnico do ano, aos árbitros e aos jogadores que lideraram as estatísticas por fundamento. A festa está marcada para hoje, no Esporte Clube Pinheiros, às 20h30.

Confira aqui os indicados. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Enquete: Seleção NBB/Basquete Notícia

Por Milena Antunes 
De Mogi das Cruzes

O quarto ciclo do Novo Basquete Brasil (NBB) terminou no último final de semana com o  tricampeonato do Uniceub/BRB/Brasília. Apesar da hegemonia brasiliense nos títulos, o campeonato teve momentos interessantes: equilíbrio em quadra desde a fase de classificação, série de playoffs muito disputada, jogos decididos em prorrogações emocionantes, cenas inusitadas e jogadas curiosas – algumas inacreditáveis.

Amanhã, os protagonistas do campeonato serão premiados em várias categorias na cerimônia oficial da Liga Nacional de Basquete (LNB). Extra-oficialmente, o Basquete Notícia abre hoje uma eleição dos melhores em categorias “especiais”.

O primeiro quesito é: “Qual foi a jogada mais criativa do NBB4?”

Arremesso de costas
Larry Taylor faz bela cesta na vitória do Bauru/Itabom contra a LSB nas quartas de final.


Assistência de “rosca”
Fúlvio faz passe genial para a enterrada de Murilo na vitória do São José diante do Pinheiros ainda na fase de classificação.


Embaixadinhas
Rafael Stabile, do Araraquara, usa a criatividade para cravar a bola e levar o prêmio do Torneio de Enterradas.


Escolha o seu favorito, e vote na enquete que fica do lado direito da sua tela até a próxima segunda feira (11). 

sábado, 2 de junho de 2012

São José: uma prata que vale ouro

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

A decepção pela derrota é natural para quem chegou tão perto. Apontado como favorito ao título do NBB, o São José/Unimed/Vinac perdeu a final para o Uniceub/BRB/Brasília e ficou com o vice-campeonato. O resultado, porém, não apagou o brilho de uma campanha muito boa, que vai ficar na história do clube.

Antes de começar o NBB, o time de São José dos Campos não figurava entre os favoritos, nem mesmo para uma disputa de semifinais. Mas a equipe surpreendeu. Comandada pela dupla Fúlvio e Murilo, foi líder da fase de classificação, e passou pelos tradicionais Vivo/Franca e Flamengo nos playoffs. Na decisão, tinha a vantagem de jogar em casa e mandou a partida para o Ginásio Municipal “Professor Hugo Ramos”, em Mogi das Cruzes, cidade do técnico Régis Marrelli.

Fúlvio ergue troféu de segundo lugar no NBB
Incentivados por quase cinco mil torcedores, os joseenses lutaram, mas a ansiedade tirou a chance de brigar pelo título. Frente a frente com um especialista em decisões de NBB e atual bicampeão, o time caiu. Foram minutos de tristeza estampada no rosto de cada um dos jogadores. Ao levantar o troféu de segundo lugar, o armador e capitão, Fúlvio, não conseguia disfarçar a decepção.

“Infelizmente não conseguimos jogar hoje o mesmo basquete que jogamos durante todo o campeonato”, lamentou.

Esse basquete ao qual Fúlvio se refere foi o que levou o time de São José às decisões de todas as competições que disputou na temporada: Jogos Regionais e Abertos, Campeonato Paulista. 

No NBB, além da disputa inédita de uma final - até então a equipe só tinha chegado às quartas de final - um show nas estatísticas. Líder em pontos, assistências, e eficiência. Segundo nos rebotes, nos arremessos de três pontos, nos lances livres e em tocos. Candidato número um ao título de MVP do NBB, Murilo foi o cestinha, o líder em rebotes, arremessos de dois pontos, lances livres, segundo em lances livres e tocos, e finalmente, o jogador de maior eficiência em todo o campeonato. Fúlvio, para muitos, foi o melhor armador do país, protagonizando lances incríveis, como a assistência de “rosca”, para o próprio Murilo concluir.  

Diante de tantos números, a tristeza foi substituída por satisfação.

“Para nós, valeu pela temporada. Infelizmente o título escapou, mas estamos orgulhosos da nossa campanha”, disse Régis Marrelli.

Manter o time

Esse é o novo desafio para o São José. Uma boa campanha sempre chama a atenção de outros clubes, que devem fazer propostas para tirar os principais jogadores da equipe. Murilo é o nome mais cotado no mercado de transferências. Durante a final, houve rumores de uma possível saída do pivô para o Flamengo. Questionado, ele preferiu discrição.  

“Já tenho propostas de outros times do Brasil, mas pedi ao meu agente para manter tudo em segredo por enquanto. Não sei o que vai acontecer, se vou fechar com São José novamente ou se vou para outra equipe na próxima temporada”, disse.

Lembra da assistência do Fúlvio? Foi num jogo contra o Pinheiros, ainda na primeira fase do NBB.