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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eles estão de olho no Brasil

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Astro do "dream team" acredita que
 Brasil possa surpreender
De volta após 16 anos fora das Olimpíadas, a seleção brasileira foi assunto para dois atletas de renome nesses dias que antecedem os jogos de Londres. O chinês, Yao Ming, e o astro norte-americano, Kobe Bryant, acreditam que os brasileiros têm tudo para fazer um bom campeonato.

Aposentado das quadras desde o ano passado, Yao Ming já representou a China em duas Olimpíadas, e é o maior ídolo do esporte no país. Neste ano, os asiáticos encontrarão o Brasil pela primeira vez em jogos oficiais, e logo na primeira fase da competição - ambos estão no Grupo A. Já ensaiando o papel de comentaria, que desempenhará em Londres, o ex-pivô chinês disse em entrevista ao canal SporTV que teve uma “boa impressão” do Brasil. “Será um grande desafio para os chineses”, analisou.   

A opinião é compartilhada pelo jogador dos Los Angeles Lakers, Kobe Bryant. Num dos treinos abertos da seleção norte-americana, o astro da NBA, também em entrevista à emissora brasileira, elogiou o grupo verde e amarelo, e lembrou que, recentemente, o Brasil já venceu os americanos. Para ele, a equipe pode ser uma das “surpresas” da competição. Como os Estados Unidos está no Grupo B, o encontro com o Brasil só acontecerá caso as duas equipes avancem para a fase de mata-mata. 

Rússia completa o grupo do Brasil na primeira fase das Olimpíadas

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

A Rússia é a última integrante da chave do Brasil nas Olimpíadas. A equipe foi uma das classificadas no Pré-Olímpico disputado em Caracas, na Venzuela, e fará parte do Grupo A. Lituânia, e a zebra, Nigéria, também conquistaram a vaga, e completam o Grupo B.

Para os africanos, a classificação, além de surpreendente, foi histórica. É a primeira vez que a seleção da Nigéria vai disputar uma Olimpíada. Além disso, o time chega como sensação para a disputa, já que eliminou a favorita Grécia, nas quartas de final do Pré-Olímpico.

Confira os grupos:

Grupo A

Grupo B
Argentina
Austrália
Estados Unidos
Brasil
França
China
Lituânia
Espanha
Nigéria
Grã-Bretanha
Tunísia
Rússia










Programação dos jogos do Brasil

29/07 – Brasil x Austrália
31/07 – Brasil x Grã-Bretanha
02/08 – Brasil x Rússia
04/08 – Brasil x China
06/08 – Brasil x Espanha

Joinville surpreende no NBB, e é eleito time mais interessante da última edição do campeonato

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

O resultado da última enquete da Seleção NBB/Basquete Notícia foi tão surpreendente quanto a campanha desta equipe no ciclo 4 da competição. Com 80% dos votos, o Cia do Terno/Romaço/Joinville foi eleito como o time que mais chamou a atenção do NBB.

A justificativa para essa vitória “tranquila” diante dos adversários está no poder de recuperação que o time teve. O Joinville é sempre figura presente nos playoffs do NBB. No mínimo, eles alcançam as oitavas de final. O problema é que houve um corte de verba antes do início da temporada, e poucos acreditavam que os catarinenses pudessem contornar a situação, e repetir o desempenho dos anos anteriores. Aconteceu justamente o contrário. 

Shilton e Kojo foram destaques nas estatísticas individuais
Forte no coletivo, e com trabalho muito elogiado do técnico José Neto (contratado recentemente pelo Flamengo), o time fez justiça ao termo “aproveitar o fator casa”. Em Joinville, a equipe perdeu apenas 5 das 19 partidas, todas para os elencos mais fortes da competição – Flamengo, Pinheiros, São José e Brasília. 

Na fase de classificação, os catarinenses passaram em 8º, com 14 vitórias em 28 jogos. Nas oitavas de final, tiveram a vantagem de decidir em casa, e venceram uma série apertada contra a Winner/Limeira por 3 a 2.  Nas quartas, o desempenho foi surpreendente: a equipe abriu 2 a 0 contra o Pinheiros/SKY, venceu jogo em São Paulo, mas os paulistas conseguiram – com trabalho – reverter a situação e fechar a série em 3 a 2.

Individualmente, o Joinville também teve alguns destaques. O armador Kojo chamou a atenção principalmente pela agilidade, e foi um nome muito comentado nos bastidores do mercado de transferência. Já o pivô Shilton, mesmo sendo um dos jogadores mais baixos da posição, ficou entre os cinco melhores reboteiros do ciclo 4, com média de 7,11. 

Campanha

Fase de classificação
8º - 42 pontos em 28 jogos (14 vitórias e 14 derrotas)

Oitavas de final (Joinville x Limeira)
Limeira 77 x 69 Joinville
Joinville 89 x 84 Limeira
Joinville 88 x 69 Limeira
Limeira 102 x 74 Joinville
Joinville 86 x 78 Limeira

Quartas de final (Pinheiros x Joinville)
Joinville 96 x 80 Pinheiros
Pinheiros 68 x 74 Joinville
Pinheiros 80 x 69 Joinville
Joinville 71 x 77 Pinheiros
Pinheiros 73 x 63 Joinville

Estatísticas
Kojo – 4º melhor em assistências, com média de 4,90; líder em lances livres , com média de 5,74; e 2º em roubos de bola, com média de 2,10.
Shilton – 4º melhor nos rebotes, com média de 7,11 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Fim de primeira fase! Cinco times estão classificados para o Campeonato Paulista, em agosto

Por Milena Antunes
De Suzano

Terminou a primeira fase do Campeonato Paulista. No último confronto, hoje (4), no Ginásio Municipal “Alberto Cecconi”, na cidade de São José do Rio Preto, o time da casa venceu o Unifadra/Dracena por 75 a 71 e se classificou na terceira posição. Esse era o jogo que faltava para definir os classificados para a fase principal do paulista, previsto para agosto. Além do América/UNIRP, Rio Claro Basquete, Metodista/São Bernardo, Suzano/Campestre/Instituto Ratto e Internacional/Santos também garantiram a vaga.

Um sexto classificado deve ser selecionado por causa da desistência de Araraquara. O time era um dos pré-selecionados para a competição, mão não conseguiu patrocinadores para a temporada 2012 e desistiu da disputa. Caso isso aconteça, o Unifadra/Dracena deve herdar a classificação.

Depois de uma disputa bastante acirrada e decidida apenas na última rodada, os cinco classificados (por enquanto) se juntam agora aos melhores times do estado na briga pelo título. A lista dos pré-classificados tem: Pinheiros/SKY (atual campeão), São José/Unimed/Vinac (vice-campeão), Itabom/Bauru, Mogi das Cruzes/SaniFill, Winner/Limeira, Vivo/Franca Basquete, Paulistano/Unimed, XV de Piracicaba, Liga Sorocabana, além do campeão da A-2 em 2011, o Palmeiras.

A previsão é de que o Campeonato Paulista comece em agosto, ainda sem data definida. Os times que disputaram essa primeira fase terão pelo menos uma semana de folga antes de iniciar os trabalhos para o início da temporada 2012/2013. Já entre as equipes pré-classificadas, algumas já iniciaram a pré-temporada.

Competidores de peso

Entre os times que vão disputar o estadual, mais da metade estará também no próximo ciclo do Novo Basquete Brasil (NBB). São 10 entre os 16 competidores. Um número inédito para o campeonato, que, inclusive por esse fator, é considerado o mais forte entre os regionais do país.

Além dos times que já estavam nas edições anteriores (Pinheiros, São José, Paulistano, Franca, Limeira, Bauru e LSB), Mogi das Cruzes e Palmeiras, classificados pela Super Copa Brasil, e Suzano, que fará uma parceria com Assis também disputarão o NBB.  

Classificação 1ª fase – Campeonato Paulista

1º - Rio Claro Basquete - 36 pontos (16 vitórias e 04 derrotas)
2º - Metodista/São Bernardo - 35 pontos (15 vitórias e 05 derrotas)
3º - América/UNIRP/Rodobens/SMEL/3M - 34 pontos (14 vitórias e 06 derrotas)
4º - Suzano/Campestre/Instituto Rato - 33 pontos (13 vitórias e 07 derrotas)
5º - Internacional/Prefeitura de Santos - 32 pontos (12 vitórias e 08 derrotas)
6º - Unifadra/Bristec/Ootobai/Jura/Realcool/Dracena - 32 pontos (12 vitórias e 08 derrotas)
7º - A.A. São Caetano - 31 pontos (11 vitórias e 09 derrotas)
8º - Jacareí Basketball/Fíbria/JTU/Atívia - 31 pontos (11 vitória e 09 derrotas)
9º - Abdala Sports/Sejelp/Pindamonhangaba - 24 pontos (04 vitórias e 16 derrotas)
10º - Americana Basketball - 22 pontos (02 vitórias e 18 derrotas)
11º - SEL Taubaté/LBCP - 20 pontos (20 derrotas)

O exemplo da "Geração de Ouro"

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Wlamir, destaque da "Geração de Ouro"
Eles se consagraram numa época em que o Brasil era o país do futebol, muito mais do que nos dias atuais, com a explosão os fenômenos Pelé e Garrincha. Com a bola laranja, a chama “Geração de Ouro” colocou a amarelinha na lista das melhores equipes de basquete do mundo. O trabalho culminou em muitas conquistas, entre elas estão dois mundiais (1959 e 1963) e duas medalhas olímpicas (1960-Tóquio e 1964-Roma).
Ontem, alguns atletas dessa geração visitaram o treino da seleção que se prepara para as Olimpíadas de Londres. Uma energia bem-vinda para aqueles que, depois de 16 anos, tentam recuperar o orgulho do basquete do país. Há 53 anos, era a vez de alguns desses visitantes ilustres, que davam os primeiros passos para na verdade criar o orgulho pelo basquete nacional.
Amaury foi cestinha do bi-mundial
O primeiro grande título da seleção brasileira entre os homens foi o Campeonato Mundial, no dia 31 de janeiro de 1953.  Na época, a União Soviética – grande potência do esporte –  foi punida por causa de problemas políticos, e após a vitória contra o Chile (73 a 49) o Brasil foi declarado campeão. Entre os integrantes daquela equipe estavam os craques Amaury Passo e Wlamir Marques, além de Jatyr Schall, todos presentes na visita de ontem. Esse trio repetiu a dose na conquista do bicampeonato, em 1963. A campanha foi impecável: a equipe bateu todas as grandes seleções da época – Iugoslávia, União Soviética, e os Estados Unidos, e venceu de forma invicta. Wlamir e Amaury foram para a seleção do campeonato, e o último foi ainda o cestinha, com 108 pontos marcados em seis partidas.
"Entramos como favoritos para vencer os americanos. E conseguimos conquistar o mundial sem derrota. Era uma equipe que realmente sabia jogar no conjunto e muito unida", disse Wlamir, em entrevista a CBB na comemoração dos 50 anos do título.
A “Geração de Ouro” nas Olimpíadas
O Brasil já conquistou três medalhas entre os homens nas Olimpíadas. A primeira foi um bronze  nos Jogos de Londres, em 1948. 

Depois de oito anos sem subir ao pódio, a “Geração de Ouro” colocou o país de volta entre os premiados. Em 1960 (Roma), a seleção disputou o quadrangular final com União Soviética, Estados Unidos e Itália, e acabou na terceira colocação. A medalha de bronze foi repetida na Olimpíada seguinte, em 1964 (Tóquio).
União

Seleção em 1959: geração ainda é a mais vitoriosa da história
Os relatos sobre a geração que marcou a história do basquete mostram que a seleção na época era unida e trabalhadora.

Como foi um grupo que jogou junto por bastante tempo – foram quase 10 anos entre mundiais, Olimpíadas e campeonatos continentais - a “Geração de Ouro” conquistou, com o tempo, um conjunto que batia de frente com qualquer outra seleção do mundo. 

Atualização no mercado!

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Com quatro contratações, o Pinheiros movimentou o mercado nessa semana. Acompanhe o vai e vem de jogadores na nossa página especial

terça-feira, 3 de julho de 2012

Ceará tem o pedido aceito pela Liga, e pode disputar a próxima temporada do NBB

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

O Conselho de Administração da Liga Nacional de Basquete (LNB) aprovou, nesta terça-feira (3), por unanimidade, o pedido da equipe do Ceará (especulado como Fortaleza) para pleitear uma vaga na próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB).

Apesar de ter o pedido aceito, o time, que jogará na cidade de Fortaleza (CE), ainda deverá passar pelas avaliações técnicas, estruturais e financeiras, como todos os outros 19 clubes que tem a intenção de atuar na temporada 2012/2013 da competição. As equipes deverão apresentar a documentação exigida pela LNB até o dia 31 de julho e a entidade revelará quais serão os clubes participantes e tabela completa da próxima edição do NBB no dia 07 de agosto.

Se passar pela avaliação, além de entrar direto na competição de forma inédita, o Ceará será também o primeiro time do Nordeste no NBB. 

“Foram apresentadas à Liga todas as informações necessárias para sua aprovação. É uma equipe forte, que vem com um projeto bastante estruturado e ficamos muito felizes pela região Nordeste voltar a fazer parte do campeonato nacional”, afirmou o presidente da LNB, Kouros Monadjemi.

Segundo as informações passadas pelos representantes do clube cearense aos dirigentes na LNB, Alberto Bial será o técnico da equipe e terá à disposição os armadores Davi Rossetto (ex-Pinheiros) e Matheus (ex-São José); os alas Rogério (ex-Limeira), Jimmy (ex-São José), André Goes e Schneider (ex-Joinville); e os pivôs Drudi (ex-Franca), Felipe e Adriano (ex-Paulistano).

O NBB 2012/2013 poderá contar com a participação de 20 clubes. A Liga possui, hoje, 17 clubes associados mais o Mogi e o Palmeiras, que conquistaram o direito de pleitear por uma vaga no campeonato via Super Copa Brasil, e o time do Ceará, que teve o pedido de inscrição aprovado pelo Conselho de Administração.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Final em jogo único é reprovada

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Reprovada por torcedores, técnicos e atletas, a final em jogo único na última edição do Novo Basquete Brasil (NBB) foi também escolhida como o "maior tropeço" para a Seleção NBB/Basquete Notícia, com 75% dos votos. 

A decisão entre São José/Unimed/Vinac e Uniceub/Brasília foi a primeira da história competição a ser decidida em única partida. Antes, o título era disputado em série de cinco jogos - formato que é mais comum ao basquete. 

Essa tendência de "reduzir" a decisão em torneios de clubes brasileiros - exceto o futebol - foi testada no vôlei, com a Superliga. Para atender a parceria com a televisão, e ter a final transmitida em canal aberto, foi preciso cortar a série - que poderia ser decidida em qualquer jogo, e demandaria mudanças na grade da emissora responsável pela transmissão - e fazer a decisão em apenas um jogo. No vôlei, apesar de muitos ainda contestarem, a fórmula deu certo. 

No basquete, a primeira experiência foi vista com estranheza. Como ponto positivo, podemos destacar o retorno do basquete de clubes à TV aberta. O jogo final do NBB4 foi o primeiro a ser exibido em 15 anos. Porém, o público brasileiro ainda necessita de um tempo para se reacostumar à modalidade. Segundo dados do Ibope, a audiência da Rede Globo caiu pela metade na manhã do sábado, dia 2 de junho, quando foi transmitida a decisão entre São José e Brasília. 

Time campeão
As equipes do NBB estão em foco na última votação: "Qual foi o time que mais chamou a atenção no campeonato?"

Não precisa escolher o melhor, nem o campeão. Queremos saber qual equipe teve um destaque além do esperado. Ou por ter jogadores mais criativos, ou porque se envolveu em histórias diferentes. Vale até aquela equipe sem pretensões que foi longe. Estão na briga os 12 times que passaram pela primeira fase do NBB. A votação vai até a próxima segunda-feira (9). 

Nezinho e Vitor Benite são cortados da seleção

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Dois jogadores foram liberados da seleção brasileira masculina pelo técnico Rubén Magnano nesta segunda-feira (02). O armador Nezinho e o ala-armador Vitor Benite se juntaram à equipe depois do Sul-Americano, disputaram o torneio Super Four em São Carlos, mas ficaram de fora da lista para as Olimpíadas.

Com isso ficou reduzido a 13 o número de jogadores que participarão dos próximos torneios preparatórios antes das Olimpíadas de Londres. O primeiro será na Argentina, nos dias 5 e 6 de julho. Depois, a equipe joga o Super Four, em Foz do Iguaçu (PR) a partir do dia 11. Um último corte será realizado na cidade paranaense.

Os atletas que irão disputar os últimos dois torneios antes da viagem para os Estados Unidos e Europa, são: Marcelinho Huertas; Leandrinho; Larry Taylor; Raulzinho; Marcelinho Machado; Alex Garcia; Marquinhos; Guilherme Giovannoni; Augusto Lima; Nenê; Tiago Splitter, Anderson Varejão e Caio Torres.

A delegação embarca nesta terça-feira (03) para Buenos Aires. A estréia na competição Argentina está marcada para quinta-feira (5), contra o Chile, às 19h30.

Programação - Super Four/Buenos Aires

Dia 05/07
19h30 – Brasil x Chile
22h00 – Argentina x Espanha B

Dia 06/07
19h30 – decisão do terceiro lugar
22h00 – decisão do título

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O destino dos brasileiros escolhidos no draft da NBA

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Oscar Schmidt é considerado o melhor jogador brasileiro de todos os tempos. Tem uma carreia cheia de conquistas, mas nunca jogou na NBA. Não foi por falta de oportunidade. O “mão santa” foi o primeiro do país selecionado do draft. Em 1984, ele foi a escolhido na posição 131 pelo New Jersey Nets, e recusou a proposta para jogar na equipe. Sempre que é perguntado sobre o assunto, ele justifica que a escolha foi feita por causa do salário. Na época, Oscar jogava na Itália, e como receberia menos para atuar nos Estados Unidos – os salários não eram tão altos como hoje – preferiu ficar na Europa.

Rolando teve passagem rápida pelos Blazzers
Com a recusa de Oscar, o primeiro brasileiro a atuar na NBA foi Rolando Ferreira. O pivô foi a 26ª escolha no draft de 1988 pelo Portland Trail Blazers, e teve passagem bastante discreta. Na única temporada em que atuou nos Estados Unidos, Rolando disputou 12 jogos, e acertou apenas um arremesso em 18 tentativas. Por causa do rendimento baixo, o pivô saiu da liga americana e voltou ao Brasil.

Depois de Rolando, foram 14 anos sem brasileiros selecionados no recrutamento. Apenas em 2002, Nenê Hilário, quebrou essa seqüência. Mesmo pouco conhecido no país, o pivô era bem cotado, e foi draftado pelo New York Nicks na sétima escolha. Já na NBA, ele foi trocado com o Denver Nuggets, onde teve boas atuações, e ajudou a equipe a chegar aos playoffs. Nenê sofreu com contusões e problemas de saúde, e ficou ausente por algum tempo na NBA. Ele retornou para o time de Denver em 2011, e foi trocado neste ano com o Washington Wizards, sua atual franquia.

Nos anos seguintes à escolha de Nenê, o Brasil teve jogadores draftados por dois anos seguidos. O primeiro foi Leandrinho, em 2003. O ala-armador foi a 28ª escolha pelo San Antonio Spurs, e foi trocado com o Phoenix Suns Lá, ele atuou até 2010. Manteve boas médias, e ganhou, inclusive, o prêmio de melhor sexto homem na temporada 2006/07. Em 2001, o jogador foi para o Toronto Raptors, e atualmente está no Indiana Pacers.

Babby foi a oitava escolha pelo Raptor, mas não conseguiu
consolidar careira na NBA
Em 2004, foram selecionados, pela primeira vez, dois jogadores brasileiros no draft. Anderson Varejão, 30ª escolha pelo Orlando Magic, e Rafael Babby, 8ª pelo Toronto Raptors. A dupla teve destinos diferentes na NBA. Varejão foi negociado com o Cleveland Cavaliers, e se tornou o primeiro brasileiro a disputar a final da liga americana em 2007. Ele permanece na equipe até hoje. Já Babby teve uma passagem mais conturbada. O pivô era apontado como atleta muito promissor por causa de seu ótimo desempenho na NJCAA e na NCAA. Na franquia canadense, ele teve pouco espaço, e acabou envolvido numa troca com o Utah Jazz. Depois de uma temporada, ele foi para a Rússia, e voltou para os Estados Unidos no ano seguinte. Ele chegou a treinar no training camp do Minnesota Timberwolves, mas foi dispensado antes da temporada regular, e retornou ao Brasil.

Em 2004 e 2005 nenhum brasileiro foi draftado. Em 2006, Marquinhos foi a 43ª escolha pelo New Orleans Hornets. O ala disputou duas temporadas pela franquia. Sem espaço, foi para o Memphis Grizzlies, na época o penúltimo colocado na Conferência Oeste, mas não chegou a ficar nem três dias na equipe, e foi dispensado. No Brasil, Marquinhos voltou a ter boas atuações, é nome certo na seleção brasileira, e fechou contrato com o Flamengo para a próxima temporada.

Tiago Splitter (branco) e Nenê (azul) foram
selecionados no draft e mantêm carreira na NBA
Em 2007, foi a vez de Tiago Splitter, o último recrutado que permaneceu na NBA. Ele foi a 38ª escolha do San Antonio Spurs, mas aceitou uma proposta financeiramente melhor para atuar na Espanha. Por lá, teve excelentes atuações, e figurou na lista dos melhores pivôs do mundo. Foi MVP na temporada 2010 da ACB, e também o melhor jogador da final, quando sua equipe conquistou o título. Por causa de suas atuações, o pivô recebeu proposta do San Antonio Spurs novamente, e dessa vez, assinou com a equipe e atua desde então na NBA.

No ano de 2010, Paulão Prestes foi selecionado, mas como dito anteriormente, não chegou a disputar a liga americana. Agora é a vez de Fab Melo escrever sua trajetória. 

Brasileiros selecionados no draft

1984 - Oscar Schmidt: 131ª escolha, New Jersey Nets
1988 - Rolando: 26ª escolha, Portland Trail Blazers
2002 - Nenê Hilário: 7ª escolha, New York Knicks
2003 - Leandrinho: 28ª escolha, San Antonio Spurs
2004 - Babby: 8ª escolha, Toronto Raptors
2004 - Anderson Varejão: 30ª escolha, Orlando Magic
2006 - Marquinhos: 43ª escolha, New Orleans Hornets
2007 - Tiago Splitter: 38ª escolha, San Antonio Spurs
2010 - Paulão Prestes: 45ª escolha, Minnesota Timberwolves
2012 – Fab Melo: 22ª escolha, Boston Celtics

"É isso mesmo, sou um Celtic!", diz Fab Melo após escolha no draft da NBA

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Jogador se destacou por Syracuse na última temporada
A noite de ontem começou com expectativa de dois brasileiros na próxima temporada da NBA, mas apenas um foi escolhido no draft, o tradicional recrutamento de atletas universitários dos Estados Unidos. O pivô Fabrício Melo, conhecido como Fab Melo, foi selecionado na 22ª escolha pelo Boston Celtics, maior campeão da história da NBA, com 17 títulos. Já o armador Scott Machado, mesmo com as apostas em alta, acabou sem time.

Pelo twitter, o jogador não escondeu a felicidade pela conquista da vaga. "É isso mesmo, sou um Celtic! Me sinto muito bem. É hora de celebrar com a família", comentou em sua página pessoal.

Com essa escolha, Fab Melo se tornou o 10ª brasileiro selecionado no draft da NBA. O último que conquistou uma vaga no melhor basquete do mundo foi Paulão Prestes, selecionado pelo Minnesota Timberwolves, mas que preferiu mudar de país e seguir no basquete espanhol para ganhar amadurecimento. Hoje ele está na Lituânia.

Na seqüência de escolhas, Melo ficou em terceiro lugar entre os brasileiros. Apenas Nenê Hilário (7ª pelo New York Nicks em 2002) e Rafael Babby (8ª pelo Toronto Raptors em 2004) foram selecionados em posições superiores.

Fab Melo atuou por dois anos pela universidade de Syracuse e teve média de 7,8 pontos, 5,8 rebotes, 0,7 assistências e 2,9 tocos por partida na temporada 2011/12 do basquete universitário. O jogador apresentou uma boa porcentagem de acertos de arremesso, com 56,6%, mas seus pontos fortes são na parte defensiva. Em junho, ele foi chamado para a seleção brasileira para disputar o sul-americano. No entanto, o jogador teve de abrir mão da convocação para poder participar do draft. Caso não seja emprestado, Melo chega para ser opção no garrafão da franquia de Massachusetts, que ainda não renovou contrato com o veterano Kevin Garnett.

Atualmente, os jogadores  brasileiros na NBA são Nenê Hilário (Washington Wizards), Leandrinho Barbosa (Indiana Pacers), Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Tiago Splitter (San Antonio Spurs).

Veja qual foi o destino dos jogadores brasileiros escolhidos no draft da NBA. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Grécia dá trabalho, Marcelinho brilha, e comanda a virada do título brasileiro em São Carlos


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Em partida marcada pela atuação do ala Marcelinho Machado, o Brasil venceu a seleção da Grécia por 78 a 71 e conquistou o título invicto do Torneio Eletrobrás de Basquete, em São Carlos (SP). O bronze ficou com a Nigéria, que derrotou a Nova Zelândia por 74 a 66.

Brasil foi campeão invicto, com três vitórias

Ao contrário das partidas contra Nova Zelândia e Nigéria, o início de jogo não foi bom para a Seleção Brasileira. A Grécia entrou com a marcação fechada, e conseguiu diminuir os espaços do ataque brasileiro. A defesa da seleção também não encaixou, e os gregos abrira, 8 a 1. Ainda no primeiro tempo, o técnico Ruben Magnano mudou o jeito de jogar. Ao invés de tentar nos arremessos de três, a equipe apostou nos chutes de curta distância. Com essa estratégia, a equipe conseguiu equilibrar a partida, mas não superou a Grécia, que fechou o primeiro tempo na frente: 39 a 36.

Na volta do intervalo, nenhum dos dois times conseguiu abrir vantagem maior do que três pontos. A virada brasileira começou a ser consolidada nos 10 minutos finais. Jogador mais experiente do grupo, Marcelinho Machado praticamente não errou arremessos nesse período (acertou seis em cinco) e ajudou o Brasil abrir 9 pontos (72 a 63) e terminar com a vitória por 78 a 71.

O ala foi o maior pontuador do jogo com rendimento de 22 pontos em 29 tentados. No adversário, o cestinha foi Printezis, com 15 pontos. O grego foi também foi o líder de pontos da competição, com média de 15.7, seguido por Marquinhos (15.3) e Marcelinho (14.3). Anderson Varejão foi o melhor reboteiro, com média de 8 por jogo.

A Seleção Brasileira terá folga na sexta-feira (29), e volta aos treinamentos em São Paulo no sábado (30). Na terça (03/07) pela manhã a delegação embarca para Buenos Aires, onde disputará um torneio amistoso nos dias 5 e 6 de julho, contra Argentina, Chile e Espanha. Os mesmos times jogarão outra competição, desta vez em Foz do Iguaçu, nos dias 11 e 12. Todos esses jogos são feitos em preparação para as Olimpíadas de Londres, no dia 29 de julho. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Canta, Larry!

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

O primeiro desafio da Seleção Brasileira na preparação para as Olimpíadas de Londres começa nesta terça-feira (26), em São Carlos (SP). A equipe disputa o torneio Super Four contra os selecionados da Grécia, da Nova Zelândia e da Nigéria. Todos os jogos acontecerão no ginásio Milton Olaio Filho e terão transmissão ao vivo do Sportv. A partida de hoje é contra os neozelandeses, às 21h00.

Larry Taylor virou "personagem" da seleção
 que se prepara para as Olimpíadas
Esse jogo também marca a estréia do norte-americano Larry Taylor na seleção. O armador atua no Itabom/Bauru, e já está no Brasil há três anos. Como se adaptou bem ao país, e estava sendo cogitado para atuar pela seleção, ele foi naturalizado brasileiro.

No mês passado, o técnico Ruben Magnano incluiu o atleta na lista de pré-convocados para as Olimpíadas. Desde então, ele treina com o grupo na preparação para o torneio, e agora será o primeiro estrangeiro a defender a amarelinha.

Apesar de não ter nascido no Brasil, Larry está bem adaptado. Assim como Shamell, do Pinheiros, adotou o Corinthians como time, e virou fã declarado do churrasco. Depois de chamado para a seleção ele foi além, e tem feito um esforço muito grande para aprender a letra do hino nacional. Para incentivar o jogador,  o time de Bauru lançou a campanha “Canta Larry” para que todos possam ajudar o atleta a decifrar as rebuscadas frases do hino brasileiro.   

Lançada logo após a oficialização da convocação, ainda em maio, a saga ganhou página no facebook, e até um canal de vídeos especiais, que mostram os “ensaios” de Larry em vários momentos. Até o elenco da brasileiro e o técnico da equipe aderiram à campanha. Nesta terça-feira a gente descobre se os ensaios valeram a pena.  


Larry aproveita todos os momentos para "treinar"... 



Canta no chuveiro...


E até no carro...


Para conferir o desempenho do armador na execução do hino e também em quadra, fique de olho na programação do torneio Super Four: 

Hoje
19h Grécia x Nigéria
21h Brasil x Nova Zelândia 


27 de Junho
19h Nova Zelândia x Grécia 
21h30 Brasil x Nigéria 


28 de Junho
19h Nova Zelândia x Nigéria
21h Brasil x Grécia

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Brasília e Pinheiros tiraram o fôlego!

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

A partida foi muito disputada, mas na enquete a vitória veio fácil. Com 83% dos votos, a semifinal cheia de prorrogações entre Brasília e Pinheiros ficou com o título de jogo mais emocionante da temporada do Novo Basquete Brasil. 

Esse era o quarto jogo da série de playoffs e tinha muita coisa em jogo. Para o Brasília era a chance de carimbar, em casa, a vaga em mais uma final de NBB. No Pinheiros, era vida ou morte. Era preciso vencer para se manter vivo na competição e decidir a classificação em São Paulo. O jogo foi especial do início ao fim, decidido nos lances livres, e duas vezes com o cronômetro zerado. Depois de duas prorrogações, o Pinheiros levou a melhor por 109 a 105. A torcida presente no Ginásio "Nilson Nelson", em Brasília, aplaudiu de pé o espetáculo.  

No final da série, o Brasília acabou classificado para a sua terceira final em quatro edições do NBB. Como o mando de quadra era da equipe de São José, essa partida contra o Pinheiros  acabou sendo a última dos brasilienses em casa. 

Há registro também em vídeo desse jogo que já está na história da competição.  

A próxima votação da Seleção NBB/Basquete Notícia já está aberta. Como nem tudo são flores, a gente quer saber: "Qual foi o maior "tropeço" da temporada?"

Jogo único
Esse método foi escolhido por um motivo aceitável: a TV. Para a Rede Globo, não seria possível transmitir a série inteira de playoffs em rede nacional. Sendo assim, ficou estabelecido, em decisão inédita, que o campeonato seria decidido em jogo único. 

A partida entre São José e Brasília foi a primeira transmissão de clubes brasileiros na televisão aberta em 15 anos. Nesse ponto foi bastante positivo, mas muitos ficaram descontentes com o formato. Há quem acredite, por exemplo, que o resultado do NBB possa ter sido prejudicado. Quem esteve presente na final ouviu de muitos torcedores que o time joseense, passado o nervosismo da estréia em finais, poderia reverter a série e ficar com o título. Já os brasilienses reclamaram a falta de um jogo "em casa". Muitos queriam acompanhar a decisão, mas não tiveram condições de viajar. A Liga Nacional de Basquete (LNB), que organiza a competição, estuda a possibilidade de voltar ao regulamento antigo. Ou seja: final em série melhor de cinco. 

Cadê o torcedor?
Palmas para as equipes de Brasília e São José que conseguiram manter boas médias de público durante todo o campeonato. Mas a verdade é que o torcedor, em muitos lugares, ainda não se acostumou a assistir todas as partidas - ou pelo menos boa parte delas - de sua equipe no decorrer da competição. Cinco entre os quinze times do NBB 4 tiveram público inferior a 500 pessoas por jogo. Em alguns casos, como o do Pinheiros e do Flamengo, o número de torcedores só aumentou na fase de playoffs. 

Não fala mais, senão te mando piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii....
As transmissões do NBB no Sportv tiveram uma novidade nesta temporada: em todos os jogos, os árbitros principais estavam equipados de um microfone, para que o telespectador pudesse saber o que eles estavam marcado. 

Num primeiro momento, a idéia até que foi interessante, e bastante didática. Porém, no desenrolar da competição, alguns erros da arbitragem começaram a ficar muito nítidos. Sobrou para as equipes de transmissão o trabalho de dar uma explicação, mas as tentativas de "driblar" o erro podem ter gerado confusão no público. Isso sem contar os momentos em que os árbitros simplesmente esqueciam dos microfones, e soltavam o verbo - e inclusive palavrões - ao vivo. 

A votação vai até a próxima segunda-feira.  

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Seleção perde para a Venezuela e vai disputar o bronze no Sul-Americano

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes*

Vitor Benite foi o cestinha do Brasil com 21 pontos
A Seleção Brasileira está fora da briga pelo título do Sul-Americano, disputado em Resistencia, na Argentina. A equipe perdeu para a Venezuela por 86 a 70, na noite desta quinta-feira (21), e disputará o bronze com o Uruguai.

Vitor Benite, com 20 pontos, e Augusto Lima, com 14 pontos e nove rebotes, foram os principais jogadores brasileiros. Os venezuelanos David Cubillán e Axiers Sucre, ambos com 21 pontos foram os cestinhas do jogo. 

Na partida contra os venezuelanos, os comandados do técnico Gustavo De Conti entraram bem em quadra, mas permitiram que o adversário abrisse diferença no placar. Ainda no primeiro tempo, o rendimento da equipe melhorou, e o Brasil chegou a passar a frente no marcador (33 a 31), com duas enterradas do pivô Rafael Mineiro, mas não conseguiu manter a vantagem, e foi para o intervalo seis pontos atrás (39 a 33).

Os venezuelanos voltaram com uma forte marcação, que dificultou o contra-ataque brasileiro. Apesar de uma reação nos minutos finais, o time brasileiro não conseguiu superar a equipe venezuelana. Final de jogo: 86 a 70.

"Eles estão aqui com o time principal e acabaram jogando melhor. Mas em momento algum deixamos de lutar e defender bem as cores do Brasil", afirmou o técnico Gustavo De Conti.

"Esse não é o jogo do Brasil. Mas temos que reconhecer que a Venezuela é um time forte, estão aqui com um ótimo grupo fazendo a preparação para o Pré-Olímpico Mundial. O Sul-Americano é uma competição importante e vamos buscar o melhor lugar possível para o basquete brasileiro", analisou o ala Arthur, que marcou oito pontos. 

Com esse resultado, o Brasil está fora da disputa pelo título do Sul-Americano. Amanhã, a equipe joga com o Uruguai pela medalha de bronze. A partida será às 19h30.


Paraguai fica em quinto lugar

A equipe do Paraguai derrotou o Chile por 93 a 88 e ficou com o quinto lugar do Sul-Americano. Caso as seleções dos Estados Unidos, Brasil ou Argentina ganhem uma medalha de ouro em Londres, que vale como classificatório para o Mundial, abrirá mais uma vaga sul-americana para o Pré-Mundial 2013.

Rodada final
19h30 - Disputa do Bronze - Uruguai x Brasil
22h00 - Disputa do Ouro - Venezuela x Argentina

* Com informações da Confederação Brasileira de Basquete.