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terça-feira, 10 de julho de 2012

O basquete masculino e o sonho olímpico

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

O basquete masculino brasileiro inicia, dentro de alguns dias, uma nova oportunidade de colocar as mãos na tão disputada medalha olímpica. A equipe estréia em Londres dia 29 deste mês, e com essa possibilidade, surgem ideias, expectativas e muitas lembranças.

O basquete foi um esporte de apresentação nas olimpíadas de 1904, e posteriormente incluído oficialmente nas modalidades olímpicas no ano de 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlin, a décima primeira edição dos jogos. Desde então, foram realizadas 17 edições nas quais a modalidade esteve na lista de competições oficiais. A seleção brasileira, por sua vez, participou de 13 dessas edições, tendo como pior colocação o nono lugar por duas vezes (veja tabela). Nas outras 4 das 17 edições, o Brasil não participou por não conseguir a vaga para a competição.

O Brasil nos Jogos

Edição dos Jogos olímpicos
Ano
Classificação do Brasil
 Jogos Olímpicos de Berlin - Alemanha
1936
9 lugar
Jogos Olímpicos de Londres - Inglaterra
1948
3 lugar
Jogos Olímpicos de Helsinki - Finlândia
1952
6 lugar
Jogos Olímpicos de Melbourne - Austrália
1956
6 lugar
Jogos Olímpicos de Roma - Itália
1960
3 lugar
Jogos Olímpicos de Tóquio - Japão
1964
3 lugar
Jogos Olímpicos de Cidade do México - México
1968
4 lugar
Jogos Olímpicos de Munique - Alemanha
1972
7 lugar
Jogos Olímpicos de Montreal - Canadá
1976
Não participou
Jogos Olímpicos de Moscou - URSS
1980
5 lugar
Jogos Olímpicos de Los Angeles - EUA
1984
9 lugar
Jogos Olímpicos de Seul – Coréia do Sul
1988
5 lugar
Jogos Olímpicos de Barcelona - Espanha
1992
5 lugar
Jogos Olímpicos de Atlanta - EUA
1996
6 lugar
Jogos Olímpicos de Sydney - Austrália
2000
Não participou
Jogos Olímpicos de Atenas - Grécia
2004
Não participou
Jogos Olímpicos de Pequim - China
2008
Não participou
Jogos Olímpicos de Londres - Inglaterra
2012
???























A classificação para a edição de Londres foi muito comemorada e trouxe mais expectativas do que nunca. Pode-se dizer que, este ano, a equipe brasileira que vai a Londres, tem uma missão muito importante. Talvez a mais relevante de todas. O basquete masculino, ao contrário do feminino, esteve ausente das últimas 3 edições dos jogos olímpicos, em Sydney, Atenas e Pequim. Há 16 anos o Brasil não pisa em um quadra olímpica e a atual possibilidade é a chance de reabilitação de uma modalidade esportiva que já esteve entre as mais praticadas do Brasil.   

Magnano na preparação da seleção para Londres
O atual grupo é considerado diferenciado, composto por três atletas que atuam na mais importante liga de basquete do mundo, a NBA - Liga Americana de Basquete. Anderson Varejão, Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa, três dos melhores atletas brasileiros, não atuaram juntos pela seleção brasileira em competições oficiais recentemente. A vaga olímpica, por exemplo, foi conquistada sem a ajuda dos brasileiros da NBA e a possibilidade de contar com os talentos desses atletas para brigar por uma medalha é única. Além deles, contamos ainda com um armador americano que se naturalizou brasileiro há pouco tempo. Larry Taylor cuidou dos processos burocráticos para garantir que estivesse a disposição do técnico da seleção e foi convocado para ajudar o time do Brasil nas olimpíadas. Para comandar a equipe brasileira, a CBB - Confederação Brasileira de Basquete - foi buscar a ajuda de um técnico estrangeiro com um currículo invejável. O argentino Ruben Magnano iniciou sua carreira de técnico em 1990 e foi vice-campeão mundial e campeão olímpico pela seleção argetina, em 2002 e 2004, respectivamente. Pelo Brasil, conquistou a vaga olímpica depois de um jejum de 16 anos e conseguiu reunir um grupo que tem chances de medalha.

Entenda a classificação

São doze as seleções nacionais que participam dos Jogos Olímpicos, nas competições de basquete. Nesse contexto, duas dessas seleções tem o direito a vagas compulsórias, a equipe do país sede, e a campeã da última edição. Os outros 10 times conquistam suas vagas jogando os campeonatos pré-olímpicos continentais, e o pré olímpico mundial, que serve como repescagem. 

Neste último Torneio Pré-Olímpico das Américas, de onde saíram as seleções que participarão dos Jogos de Londres, classificaram-se as seleções da Argentina e do Brasil, já que os dois primeiros colocados garantem o direito à vaga. A seleção americana, sempre forte adversária, não precisou participar por ter direito compulsório à vaga, já que foi campeã dos últimos jogos olímpicos, em Pequim. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Eles estão de olho no Brasil

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Astro do "dream team" acredita que
 Brasil possa surpreender
De volta após 16 anos fora das Olimpíadas, a seleção brasileira foi assunto para dois atletas de renome nesses dias que antecedem os jogos de Londres. O chinês, Yao Ming, e o astro norte-americano, Kobe Bryant, acreditam que os brasileiros têm tudo para fazer um bom campeonato.

Aposentado das quadras desde o ano passado, Yao Ming já representou a China em duas Olimpíadas, e é o maior ídolo do esporte no país. Neste ano, os asiáticos encontrarão o Brasil pela primeira vez em jogos oficiais, e logo na primeira fase da competição - ambos estão no Grupo A. Já ensaiando o papel de comentaria, que desempenhará em Londres, o ex-pivô chinês disse em entrevista ao canal SporTV que teve uma “boa impressão” do Brasil. “Será um grande desafio para os chineses”, analisou.   

A opinião é compartilhada pelo jogador dos Los Angeles Lakers, Kobe Bryant. Num dos treinos abertos da seleção norte-americana, o astro da NBA, também em entrevista à emissora brasileira, elogiou o grupo verde e amarelo, e lembrou que, recentemente, o Brasil já venceu os americanos. Para ele, a equipe pode ser uma das “surpresas” da competição. Como os Estados Unidos está no Grupo B, o encontro com o Brasil só acontecerá caso as duas equipes avancem para a fase de mata-mata. 

Rússia completa o grupo do Brasil na primeira fase das Olimpíadas

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

A Rússia é a última integrante da chave do Brasil nas Olimpíadas. A equipe foi uma das classificadas no Pré-Olímpico disputado em Caracas, na Venzuela, e fará parte do Grupo A. Lituânia, e a zebra, Nigéria, também conquistaram a vaga, e completam o Grupo B.

Para os africanos, a classificação, além de surpreendente, foi histórica. É a primeira vez que a seleção da Nigéria vai disputar uma Olimpíada. Além disso, o time chega como sensação para a disputa, já que eliminou a favorita Grécia, nas quartas de final do Pré-Olímpico.

Confira os grupos:

Grupo A

Grupo B
Argentina
Austrália
Estados Unidos
Brasil
França
China
Lituânia
Espanha
Nigéria
Grã-Bretanha
Tunísia
Rússia










Programação dos jogos do Brasil

29/07 – Brasil x Austrália
31/07 – Brasil x Grã-Bretanha
02/08 – Brasil x Rússia
04/08 – Brasil x China
06/08 – Brasil x Espanha

domingo, 8 de julho de 2012

Magnano inicia treinos de recuperação para a Super 4 Eletrobras

Por Renata Kelly
De São  Paulo

Foco! Esta é a palavra mais utilizada pelo técnico argentino Rubén Magnano para a Seleção Masculina de Basquete. Iniciados na manhã deste domingo (08), os treindos visam corrigir os erros cometidos no Torneio Super 4 Buenos Aires, para melhorar o desempenho dos jogadores nas Olimpíadas de Londres.

Magnano e José Neto orientam jogadores durante treino
Foram quase duas horas de treinos na quadra Seste Senat e, auxiliando o técnico Magnano, a figura do assistente José Neto apareceu orientando os jogadores. "Temos que focalizar muito nos detalhes", comentou Magnano, ao relembrar a derrota de sexta-feira para os argentinos, que completou que nos treinos em quadra os jogadores concentram-s emelhor nas táticas, diferente do momento em quadra que há ansiedade e tensão.

"Quando fazemos nos treinos, é tudo muito bom, mas durante o hogo a situação é totalmente diferente. Estamos focando nos detalhes, fazemos a movimentação completa e conseguimos cetas fáceis. É importante estar com esse pensamento, porque faltam 20 dias para a estreia nos Jogos Olímpicos", finalizou.

No final a tarde, a seleção treinará no Gináso de Esportes Costa Cavancanti e somente quinze minutos serão liberados para o público e imprensa. Na próxima sexta-feira (13), a equipe viajará para Washington, nos Estados Unidos. Até quinta-feira, eles continuarão a fase de treinos para correção.

Os jogos da Super 4 Eletrobras, que começarão na próxima quarta-feira (11), e terminarão na quinta-feira, serão transmitidos pelo Canal Sportv. O Brasil enfrentará a Espanha B, na quarta, às 18h, e o adversário de quinta será decidido conforme os resultados da primeira fase.

11 de julho

18h - Argentina x Chile
20h - Brasil x Espanha B

12 de julho
19h - Perdedor do Jogo 1 x Perdedor do Jogo 2
21h - Vencedor do Jogo 1 x Vencedor do Jogo 2

sábado, 7 de julho de 2012

Nas Olimpíadas, prevenção a doping é a lei da CBB

Por Renata Kelly
De São Paulo

Trigueiro jogando contra o São Jose no NBB 
Faltando poucos dias para os Jogos de Londres iniciarem, a Seleção Olímpica Brasileira continua a fase de amistosos no Paraná, e embora seja pouco comum na história nacional da modalidade,  os atletas se preparam para os exames que detectam o uso de substâncias ilícitas que melhoraram o desempenho físico, conhecido por doping.


O último caso registrado na seleção, durante torneio internacional, foi no ano de 2004 com o ala Wanderson Trigueiro. Na época, em quadras européias, ele foi acusado de usar ilicitamente a efedrina, encontrada durante exame de urina. Trigueiro garantiu que havia usado apenas um descongestionante nasal, pois estava gripado, e ficou revoltado quando a Confederação Internacional de Basquete (FIBA) o afastou do campeonato. 


O Doutor Carlos Vicente Andreolli é o médico da Seleção Brasileira, tanto do basquete masculino, quanto do feminino. Ele trabalha com prontuário eletrônico, conhecido por Hi Doctor, com aparelhos fisioterápicos e com o acompanhamento de uma equipe de nutricionistas e psicólogos. Os exames de rotina mais comuns são: cardiológico, bioquímico, ortopédico e fisioterápico.


“A equipe médica atua com medidas preventivas, no tratamento de atletas com lesões crônicas e nas lesões agudas, procurando diagnosticar e resolver da melhor maneira possível”, explicou o Dr. Andreolli. As lesões mais comuns são as agudas: as de joelho (cruzado anterior e menisco) e as entorses de tornozelo, já as crônicas são:as tendinites patelares, as lesões de cartilagem do joelho e as lombalgias. “As dores crônicas em ombro, cotovelo e quadril não são comuns no basquete”. 


Dr. Andreolli explicou que os exames de rotina servem para prevenir os atletas de problemas sérios e que, na maioria dos casos, os jogadores procuram ajuda após o lesionamento das partes. Assim, o uso de medicamento não recomendados medicalmente ocorrem e colocam a presença do ator no campeonato em risco. 

“O uso de qualquer substância que possa melhorar o desempenho de um atleta é bem-vinda”, explica o doutor que complementa que algumas trazem efeitos colaterais, ou irreversíveis, por isso devem ser coibidas de qualquer maneira. “Antes de termos um atleta de ponta, temos uma pessoa com família e sentimentos”. Foi o que aconteceu com o caso do ala Wanderson Trigueiro.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, no ano de 2004, Trigueiro alegou que a ausência de um especialista que acompanhasse a seleção foi fundamental para o ocorrido, pois ele teria orientado o atleta na área preventiva e de tratamento, “Se tivéssemos um médico lá, isso não teria acontecido. Nós não teríamos feito o exame. Ele teria dado um jeito. Teria entrado com um pedido, feito alguma coisa”. 

Wandersom Camargos Trigueiro: apesar do ocorrido no ano de 2004, Tigueiro é continua a atuar na modalidade. A sua última participação, ocorreu nos últimos jogos do Novo Basquete Brasil, vestindo a Camisa 12 da equipe de Franca, desclassificada nas quartas de final em partida contra o São José. Natural de Cotage, Minas Gerais, e com mais de dois metros de altura, o jogador somou 25 ponto, 13 rebotes e 5 assistência no campeonato. Foi figurinha importante para os francanos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Brasil perde para a Argentina e fica com o vice no Super 4 de Buenos Aires

Por Renata Kelly
De São  Paulo

Um dos destaques brasileiros ficou para Alex, que marcou 11 pontos
Em Buenos Aires, o Ginásio Luna Park recebeu, na noite de sexta-feira (6), o duelo entre Brasil e Argentina pelo Torneio Super 4 Hope Funds. O Brasil perdeu por 80 a 76 e virou vice-campeão do campeonato. Agora, voltará à Foz do Iguaçu para jogar no Super 4 Eletrobras, nos dias 11 e 12 de julho.

Apesar de receber o título de vice-campeão, os brasileiros dedicaram-se ao máximo na partida.Os argentinos investiram na marcação e apenas no último quarto declararam o ataque. Enquanto isso, a seleção nacional aproveitou o amistoso para testar formações e girar os jogadores em quadra.

Os destaques ficaram para Leandrinho, que marcou 17 pontos e quatro assistências, Marcelinho Huertas, que registrou 15 pontos, e Alex, com 11 pontos. Anderson Varejão realizou oito rebotes para a equipe. Do lado argentino, ficou para Mani Ginobili, com 33 pontos, seguido por Juan Gutierrez, com 20.   

Super 4 Eletrobras - O Brasil iniciará os jogos da Super 4 Eletrobrás na próxima quarta-feira (11), às 20h, contra a Espanha. Horas mais cedo, às 18h, a Argentina enfrentará o Chile. Dependendo dos resultados, na quinta-feira os times enfrentarão as equipes contrárias.

11 de julho
18h - Argentina x Chile
20h - Brasil x Espanha B

12 de julho
19h - Perdedor do Jogo 1 x Perdedor do Jogo 2
21h - Vencedor do Jogo 1 x Vencedor do Jogo 2

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Brasil inicia o Super Four de Buenos Aires com vitória

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

A seleção masculina de basquete iniciou a segunda fase de amistosos com uma tranquila vitória contra a seleção do Chile, por 110 a 64, nesta quinta-feira (5), em Buenos Aires.

Leandrinho, já atuando pela seleção
Continuando a fase de amistoso visando os Jogos Olímpicos de Londres, a equipe brasileira foi até a Argentina disputar mais um torneio preparatório. O Super Four em Buenos Aires conta com a presença das seleções da Argentina, Chile e Espanha B, além do Brasil e foi iniciado na noite de ontem. Em seu primeiro confronto, o Brasil já pôde contar com Leandrinho Barbosa, que não participou do Super Four no Brasil, uma vez que tinha problemas burocráticos com seu seguro. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que vinha cuidando do caso, pagou a quantia necessária, assegurando que o atleta pudesse participar dos amistosos preparatórios para as Olimpíadas. 

O Brasil joga amanhã a final do torneio, contra a Argentina, que venceu a Espanha B por 93 a 81. A partida será transmitida pelo Sportv às 21:30 e as mesmas equipes disputarão outro Torneio Super Four Eletrobrás, em Foz do Iguaçu a partir do dia 11 de Julho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O exemplo da "Geração de Ouro"

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Wlamir, destaque da "Geração de Ouro"
Eles se consagraram numa época em que o Brasil era o país do futebol, muito mais do que nos dias atuais, com a explosão os fenômenos Pelé e Garrincha. Com a bola laranja, a chama “Geração de Ouro” colocou a amarelinha na lista das melhores equipes de basquete do mundo. O trabalho culminou em muitas conquistas, entre elas estão dois mundiais (1959 e 1963) e duas medalhas olímpicas (1960-Tóquio e 1964-Roma).
Ontem, alguns atletas dessa geração visitaram o treino da seleção que se prepara para as Olimpíadas de Londres. Uma energia bem-vinda para aqueles que, depois de 16 anos, tentam recuperar o orgulho do basquete do país. Há 53 anos, era a vez de alguns desses visitantes ilustres, que davam os primeiros passos para na verdade criar o orgulho pelo basquete nacional.
Amaury foi cestinha do bi-mundial
O primeiro grande título da seleção brasileira entre os homens foi o Campeonato Mundial, no dia 31 de janeiro de 1953.  Na época, a União Soviética – grande potência do esporte –  foi punida por causa de problemas políticos, e após a vitória contra o Chile (73 a 49) o Brasil foi declarado campeão. Entre os integrantes daquela equipe estavam os craques Amaury Passo e Wlamir Marques, além de Jatyr Schall, todos presentes na visita de ontem. Esse trio repetiu a dose na conquista do bicampeonato, em 1963. A campanha foi impecável: a equipe bateu todas as grandes seleções da época – Iugoslávia, União Soviética, e os Estados Unidos, e venceu de forma invicta. Wlamir e Amaury foram para a seleção do campeonato, e o último foi ainda o cestinha, com 108 pontos marcados em seis partidas.
"Entramos como favoritos para vencer os americanos. E conseguimos conquistar o mundial sem derrota. Era uma equipe que realmente sabia jogar no conjunto e muito unida", disse Wlamir, em entrevista a CBB na comemoração dos 50 anos do título.
A “Geração de Ouro” nas Olimpíadas
O Brasil já conquistou três medalhas entre os homens nas Olimpíadas. A primeira foi um bronze  nos Jogos de Londres, em 1948. 

Depois de oito anos sem subir ao pódio, a “Geração de Ouro” colocou o país de volta entre os premiados. Em 1960 (Roma), a seleção disputou o quadrangular final com União Soviética, Estados Unidos e Itália, e acabou na terceira colocação. A medalha de bronze foi repetida na Olimpíada seguinte, em 1964 (Tóquio).
União

Seleção em 1959: geração ainda é a mais vitoriosa da história
Os relatos sobre a geração que marcou a história do basquete mostram que a seleção na época era unida e trabalhadora.

Como foi um grupo que jogou junto por bastante tempo – foram quase 10 anos entre mundiais, Olimpíadas e campeonatos continentais - a “Geração de Ouro” conquistou, com o tempo, um conjunto que batia de frente com qualquer outra seleção do mundo. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Geração de Ouro incentiva os garotos da Seleção Brasileira em último treino olímpico em São Paulo

Por Renata Kelly
De São Paulo

Muita alegria, paz e desejos de boa sorte cercaram os garotos da seleção brasileira no início desta semana. Em São Paulo, o Núcleo de Alto Rendimento do Grupo Pão de Açúcar sediou, na segunda-feira (02), o  último treino olímpico da equipe e abriu as portas para personagens importantes do basquetebol brasileiro: A Seleção de Ouro dos anos de 1960. 

Geração de Ouro incentiva novos atletas a lutarem pela camisa

Os esportistas Amaury Pasos, Jatyr Schall, Wlamir Marques e Nenê Sucar marcaram presença, observando as técnicas e táticas do time, comandado pelo técnico Rubén Magnano. “Com o jogo coletivo e a vontade que mostraram no pré-Olímpico, ficamos ainda mais esperançosos que irão brigar por uma medalha”, comentou Pasos. 

O presidente da Confederação Brasileira de Basquetebol recepcionou a equipe de ex-jogadores, completada pelos medalhistas Edvar Simões e Moisés Blás, e afirmou que o posicionamento atual da seleção no ranking da FIFA é graças aos esforços da nova geração, e concluiu “É um orgulho muito grande proporcionar esse momento com nossa seleção olímpica . 

Super 4 Argentina: A delegação embarcou nesta terça-feira (03) para Buenos Aires para o torneio Super 4 Argentina. Após o período, viajará novamente no sábado (07) para Foz do Iguaçu, para disputar o Torneio Eletrobras. Independente dos resultados, Magnano definirá os 12 jogadores que seguirão para os últimos  amistosos e os Jogos Olímpicos. O técnico liberou o armador Nezinho e o ala-armador Vitor Benite das competições e da seleção. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Atlanta 1996: O que não deu certo para o Brasil?

Por Renata Kelly
De São Paulo

Olivinha marcando ponto para a seleção

Muito se fala sobre a nova seleção olimpíca de basquete masculino brasileiro, que foram dezesseis anos que o país esteve fora do grande campeonato mundial e que os novos atletas possuem grandes chances de alcançar a medalha. Porém, ninguém comenta que por dezesseis anos a Confederação Brasileira de Basquete sofreu muito para encontrar jogadores aptos a modalidade e que aqueles que representaram o país pela última vez tornaram-se profissionais insubstituíveis durante este tempo.

Olivinha, Pipoka, Ratto e Tonico foram alguns nomes que deram liga a seleção brasileira de basquete em 1996, comandada pelo técnico Ari Vidal, atual diretor de basquete do Flamengo.Oscar Scmidth era a estrela do momento, pois além de ser conhecido no país como o "mão santa", somou mais de mil pontos no campeonato, ante nunca registrado na história, virando o "super star" dos norte americanos. Segundo publicações da época, a seleção brasileira tinha a plena consciência de que iria enfrentar equipes mais aptas e preparadas e os jogadores estimavam alcançar o quinto lugar.

"O nosso objetivo é chegar em quinto, o que já seria uma classificação honrosa.Como os EUA já têm o ouro, nossos adversários serão Croácia, Lituânia e Iugoslávia. Se tivermos a felicidade de conseguir derrotar um deles, aí sim, podemos pensar em pódio", disse Oscar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, às vésperas dos jogos de Atlanta (EUA).

Atuação brasileira - A seleção masculina ficou um pouco abaixo de suas expectativas. O primeiro confronto foi contra a seleção de Porto Rico. O Brasil venceu por 101 a 98. Em seguida, foi derrotado pela Grécia, com o placar de 89 a 87. Depois, perdeu para a Austrália (101 a 109) e a Iugoslávia (101 a 82), e no quinto jogo, enfrentando a Coréia do Sul, conseguiu se classificar para as quartas de final (127 a 97). Enfrentou os Estados Unidos, que venceram por 98 a 75. Depois, disputando o quinto e oitavo lugar, venceu a Croácia (80 a 74), mas acabou perdendo para a Grécia (72 a 91), fincando o sexto lugar.

Oscar Schmidt comemora ponto no mundial
Os relatos dos jogos mostram que o país tinha muita vontade de vencer, tanto que foram poucos os placares de considerável diferença. Nas partidas em que foi derrotado, os brasileiros jogaram bem e esteviram próximos da vitória. Talvez, o espírito de alcançar o quinto lugar tenha contribuído para o resultado. Não foram registrados muito erros nas competições. O fato positivo é que o número de pessoas interessadas na modalidade cresceu em território nacional, devido a exposição dos jogos na mídia. Esta foi a última Olimpíada da seleção e a última do jogador Oscar.

Brasil em Atlanta - Nas Olimpíadas de 1996, o Brasil levou a sua maior delegação esportiva da história.Alguns otimistas, na época, disseram que o país superou as expectativas levando 15 medalhas, sendo 3 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze. Ficamos em 25° lugar, entre os 127 países que participaram da competição. O resultado mostrou que o país tem potencial olimpíco e que se investissem mais nas futuras gerações do esporte, garantiriam a preparação dos novos atletas e dos que continuaram.

Atualizado em 02/07/2012, às 21h30.

Nezinho e Vitor Benite são cortados da seleção

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Dois jogadores foram liberados da seleção brasileira masculina pelo técnico Rubén Magnano nesta segunda-feira (02). O armador Nezinho e o ala-armador Vitor Benite se juntaram à equipe depois do Sul-Americano, disputaram o torneio Super Four em São Carlos, mas ficaram de fora da lista para as Olimpíadas.

Com isso ficou reduzido a 13 o número de jogadores que participarão dos próximos torneios preparatórios antes das Olimpíadas de Londres. O primeiro será na Argentina, nos dias 5 e 6 de julho. Depois, a equipe joga o Super Four, em Foz do Iguaçu (PR) a partir do dia 11. Um último corte será realizado na cidade paranaense.

Os atletas que irão disputar os últimos dois torneios antes da viagem para os Estados Unidos e Europa, são: Marcelinho Huertas; Leandrinho; Larry Taylor; Raulzinho; Marcelinho Machado; Alex Garcia; Marquinhos; Guilherme Giovannoni; Augusto Lima; Nenê; Tiago Splitter, Anderson Varejão e Caio Torres.

A delegação embarca nesta terça-feira (03) para Buenos Aires. A estréia na competição Argentina está marcada para quinta-feira (5), contra o Chile, às 19h30.

Programação - Super Four/Buenos Aires

Dia 05/07
19h30 – Brasil x Chile
22h00 – Argentina x Espanha B

Dia 06/07
19h30 – decisão do terceiro lugar
22h00 – decisão do título

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Grécia dá trabalho, Marcelinho brilha, e comanda a virada do título brasileiro em São Carlos


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Em partida marcada pela atuação do ala Marcelinho Machado, o Brasil venceu a seleção da Grécia por 78 a 71 e conquistou o título invicto do Torneio Eletrobrás de Basquete, em São Carlos (SP). O bronze ficou com a Nigéria, que derrotou a Nova Zelândia por 74 a 66.

Brasil foi campeão invicto, com três vitórias

Ao contrário das partidas contra Nova Zelândia e Nigéria, o início de jogo não foi bom para a Seleção Brasileira. A Grécia entrou com a marcação fechada, e conseguiu diminuir os espaços do ataque brasileiro. A defesa da seleção também não encaixou, e os gregos abrira, 8 a 1. Ainda no primeiro tempo, o técnico Ruben Magnano mudou o jeito de jogar. Ao invés de tentar nos arremessos de três, a equipe apostou nos chutes de curta distância. Com essa estratégia, a equipe conseguiu equilibrar a partida, mas não superou a Grécia, que fechou o primeiro tempo na frente: 39 a 36.

Na volta do intervalo, nenhum dos dois times conseguiu abrir vantagem maior do que três pontos. A virada brasileira começou a ser consolidada nos 10 minutos finais. Jogador mais experiente do grupo, Marcelinho Machado praticamente não errou arremessos nesse período (acertou seis em cinco) e ajudou o Brasil abrir 9 pontos (72 a 63) e terminar com a vitória por 78 a 71.

O ala foi o maior pontuador do jogo com rendimento de 22 pontos em 29 tentados. No adversário, o cestinha foi Printezis, com 15 pontos. O grego foi também foi o líder de pontos da competição, com média de 15.7, seguido por Marquinhos (15.3) e Marcelinho (14.3). Anderson Varejão foi o melhor reboteiro, com média de 8 por jogo.

A Seleção Brasileira terá folga na sexta-feira (29), e volta aos treinamentos em São Paulo no sábado (30). Na terça (03/07) pela manhã a delegação embarca para Buenos Aires, onde disputará um torneio amistoso nos dias 5 e 6 de julho, contra Argentina, Chile e Espanha. Os mesmos times jogarão outra competição, desta vez em Foz do Iguaçu, nos dias 11 e 12. Todos esses jogos são feitos em preparação para as Olimpíadas de Londres, no dia 29 de julho. 

Cidade relembra doze anos da morte de Milton Olaio Filho, ex seleção brasileira, com Torneio Eletrobrás

Por Renata Kelly
De São Paulo

Milton Olaio Filho, vestindo a camisa 13 
Há exatamente doze anos o país perdia um dos seus principais jogadores de basquete masculino. Milton Olaio Filho, conhecido como Miltinho, além de representar o país em jogos olimpicos, também atuou por muitos anos em times do interior paulista. No aniversário de dez anos de sua morte, a cidade São Carlos, interior de São Paulo, decidiu homenageá-lo dando o seu nome ao ginásio municipal, que hoje recebe campeonatos nacionais e internacionais de todas as modalidades.

Miltinho foi um excelente cestinha da seleção e ajudou o país a conseguir o segundo lugar no campeonato mundial de 1970. Iniciou a sua carreira no tradicional clube da cidade, o São Carlos Clube, e depois emigrou para a equipe de Franca. Fato curioso na época é que o time recebia muitos parentes como jogadores, e Miltinho jogou ao lado do seu irmão mais velho, José Luís Olaio, que também representou a seleção. Depois, foi convidado a jogar na equipe do Palmeiras e terminou a sua carreira no time de Franca. 

Apesar de ser um jogador profissional, Miltinho era formado em engenharia química e trabalhava como administrador de empresas, economista e educador físico. Casou-se com a senhora Leisa Olaio e viveu, até o fim da sua vida, na cidade de São Carlos. Após doze anos de sua morte, a cidade faz relembrarmos a trajetória do jogador, recebendo os jogos amistosos do país, no Torneio Eletrobrás, no Ginásio Milton Olaio Filho. São Carlos também recebe o conterrâneo Nenê, que hoje veste a mesma camisa de Miltinho, a número 13. 

O Ginásio Milton Olaio Filho antes de passar por reformas
Ginásio Milton Olaio Filho - A arena tem a capacidade de receber 8 mil pessoas, num espaço de 10 mil m², e dispõe 2.300 cadeiras e cabines de rádio e televisão. Graças ao investimento, o ginásio foi o escolhida para sediar os jogos amistosos, que também servem como treinos pré-olímpicos. No ano passado, a fim de atender um pedido da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), os dirigentes realizaram uma reforma do piso e padronizaram as marcações da quadra. Agora, a área do garrafão, antes em diagonal, está quadrada e de acordo com as utilizadas nos jogos da NBA.


Atualizado em 03/07/2012, às 15h30. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mais uma vitória tranquila do Brasil no Torneio Eletrobrás

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

O Brasil venceu a  Nigéria nesta quarta-feira (27) pelo Torneio Eletrobrás, também chamado de Super Four, e agora vai disputar o título da competição. A partida foi disputada em São Carlos e terminou com o placar de 104 a 65.

O Brasil mostrou superioridade desde o início do jogo e logo de cara já abriu uma vantagem considerável e conseguiu manter uma diferença confortável ao longo da partida, mesmo com esparsos momentos de melhoria da seleção adversária.

Huertas com a posse de bola para o Brasil
Essa partida marcou a volta do armador Marcelinho Huertas para as quadras com a camisa da seleção. O atleta integrou a equipe posteriormente aos demais devido às finais da Liga Espanhola, que seu time venceu no último dia 15. Marcelinho tinha sido poupado ontem, na  partida de estréia da competição, quando o Brasil vence a Nova Zelândia. O destaque desse jogo foi Anderson Varejão, responsável por 18 pontos e 11 rebotes, anotando um duplo-duplo.

Amanhã Brasil fará um jogo que promete ser o mais disputado do torneio. A seleção enfrenta  a Grécia na sua partida final no Super Four às 21h00, com transmissão ao vivo do Sportv.