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terça-feira, 10 de julho de 2012

O basquete masculino e o sonho olímpico

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

O basquete masculino brasileiro inicia, dentro de alguns dias, uma nova oportunidade de colocar as mãos na tão disputada medalha olímpica. A equipe estréia em Londres dia 29 deste mês, e com essa possibilidade, surgem ideias, expectativas e muitas lembranças.

O basquete foi um esporte de apresentação nas olimpíadas de 1904, e posteriormente incluído oficialmente nas modalidades olímpicas no ano de 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlin, a décima primeira edição dos jogos. Desde então, foram realizadas 17 edições nas quais a modalidade esteve na lista de competições oficiais. A seleção brasileira, por sua vez, participou de 13 dessas edições, tendo como pior colocação o nono lugar por duas vezes (veja tabela). Nas outras 4 das 17 edições, o Brasil não participou por não conseguir a vaga para a competição.

O Brasil nos Jogos

Edição dos Jogos olímpicos
Ano
Classificação do Brasil
 Jogos Olímpicos de Berlin - Alemanha
1936
9 lugar
Jogos Olímpicos de Londres - Inglaterra
1948
3 lugar
Jogos Olímpicos de Helsinki - Finlândia
1952
6 lugar
Jogos Olímpicos de Melbourne - Austrália
1956
6 lugar
Jogos Olímpicos de Roma - Itália
1960
3 lugar
Jogos Olímpicos de Tóquio - Japão
1964
3 lugar
Jogos Olímpicos de Cidade do México - México
1968
4 lugar
Jogos Olímpicos de Munique - Alemanha
1972
7 lugar
Jogos Olímpicos de Montreal - Canadá
1976
Não participou
Jogos Olímpicos de Moscou - URSS
1980
5 lugar
Jogos Olímpicos de Los Angeles - EUA
1984
9 lugar
Jogos Olímpicos de Seul – Coréia do Sul
1988
5 lugar
Jogos Olímpicos de Barcelona - Espanha
1992
5 lugar
Jogos Olímpicos de Atlanta - EUA
1996
6 lugar
Jogos Olímpicos de Sydney - Austrália
2000
Não participou
Jogos Olímpicos de Atenas - Grécia
2004
Não participou
Jogos Olímpicos de Pequim - China
2008
Não participou
Jogos Olímpicos de Londres - Inglaterra
2012
???























A classificação para a edição de Londres foi muito comemorada e trouxe mais expectativas do que nunca. Pode-se dizer que, este ano, a equipe brasileira que vai a Londres, tem uma missão muito importante. Talvez a mais relevante de todas. O basquete masculino, ao contrário do feminino, esteve ausente das últimas 3 edições dos jogos olímpicos, em Sydney, Atenas e Pequim. Há 16 anos o Brasil não pisa em um quadra olímpica e a atual possibilidade é a chance de reabilitação de uma modalidade esportiva que já esteve entre as mais praticadas do Brasil.   

Magnano na preparação da seleção para Londres
O atual grupo é considerado diferenciado, composto por três atletas que atuam na mais importante liga de basquete do mundo, a NBA - Liga Americana de Basquete. Anderson Varejão, Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa, três dos melhores atletas brasileiros, não atuaram juntos pela seleção brasileira em competições oficiais recentemente. A vaga olímpica, por exemplo, foi conquistada sem a ajuda dos brasileiros da NBA e a possibilidade de contar com os talentos desses atletas para brigar por uma medalha é única. Além deles, contamos ainda com um armador americano que se naturalizou brasileiro há pouco tempo. Larry Taylor cuidou dos processos burocráticos para garantir que estivesse a disposição do técnico da seleção e foi convocado para ajudar o time do Brasil nas olimpíadas. Para comandar a equipe brasileira, a CBB - Confederação Brasileira de Basquete - foi buscar a ajuda de um técnico estrangeiro com um currículo invejável. O argentino Ruben Magnano iniciou sua carreira de técnico em 1990 e foi vice-campeão mundial e campeão olímpico pela seleção argetina, em 2002 e 2004, respectivamente. Pelo Brasil, conquistou a vaga olímpica depois de um jejum de 16 anos e conseguiu reunir um grupo que tem chances de medalha.

Entenda a classificação

São doze as seleções nacionais que participam dos Jogos Olímpicos, nas competições de basquete. Nesse contexto, duas dessas seleções tem o direito a vagas compulsórias, a equipe do país sede, e a campeã da última edição. Os outros 10 times conquistam suas vagas jogando os campeonatos pré-olímpicos continentais, e o pré olímpico mundial, que serve como repescagem. 

Neste último Torneio Pré-Olímpico das Américas, de onde saíram as seleções que participarão dos Jogos de Londres, classificaram-se as seleções da Argentina e do Brasil, já que os dois primeiros colocados garantem o direito à vaga. A seleção americana, sempre forte adversária, não precisou participar por ter direito compulsório à vaga, já que foi campeã dos últimos jogos olímpicos, em Pequim. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Leandrinho poderá atuar com a seleção em julho

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

Leandrinho poderá atuar pela seleção a partir do dia 10 de julho
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) acertou na manhã desta quarta-feira (27) com os agentes de Leandrinho o valor do seguro a ser pago para que ele possa atuar pela seleção brasileira. A transação será realizada nesta tarde e o atleta ficará à disposição do atécnico Ruben Magnano a partir do dia 10 de julho, para os amistosos contra a Argentina.

Leandrinho atua há vários anos fora do Brasil, em franquias da NBA, e ao final da sua última temporada no Indiana Pacers, o atleta se tornou free agent. Por esse motivo, atualmente não tem vínculo com nenhuma equipe, portanto não pôde representar a seleção no Torneio Eletrobrás Super Four, que está sendo disputado esta semana, na cidade de São Carlos. Hoje pela manhã, a CBB recebeu uma oferta dos agentes americanos de Leandrinho e já acertou os detalhes para sanar esse problema. A transação terá o custo de 123 mil dólares. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Seleção masculina de basquete abre treinos para visitantes de todo o país

Por Renata Kelly
De São Paulo

Técnico Magnano durante treino da Seleção para Londres 2012
O Núcleo de Alto Rendimento do Grupo Pão de Açúcar, localizado no bairro do Morumbi de São Paulo, sedia os treinos da seleção masculina de basquete dos jogos de Londres 2012. Nesta quinta e sexta feira o centro receberá um grupo de trinta técnicos, de todo o Brasil, que irão acompanhar as atividades de Rubén Magnano junto a seleção. 

O técnico agradece o interesse de outros profissionais de acompanhar o seu trabalho, “isso mostra que a preocupação com o crescimento profissional e com a troca de experiências, é uma preocupação cada vez maior dos treinadores brasileiros”, comentou Magnano.  

A Confederação Brasileira de Basketball informou que recebeu centenas de pedidos de inscrição vindos de todos os estados do país e de todas as categorias. Infelizmente, os treinos não serão liberados para imprensa e ao público em geral, apenas para técnicos.

Jogadores Anderson Varejão e Guilherme, convocados por Magnano
Quatro atletas foram convidados para participar dos treinamentos, sendo eles: Ricardo Fischer, Ronald Rudson Rodrigues, Lucas Fernandes Mariano e Matheus Dalla Barba. 

AMISTOSOS: A partir do dia 26 de junho, a seleção brasileira dará início a série de amistosos na cidade de São Carlos, interior de São Paulo, no Torneio Eletrobras de Basquete. A primeira partida será contra a Nova Zelândia, depois a equipe enfrentará a Nigéria e a Grécia. 

Depois, entre os dias 05 a 12 de julho, participará do Torneio Super 4 nas cidades de Buenos Aires, Argentina, e Foz do Iguaçu, Paraná/ Brasil e em seguida de um amistoso nos Estados Unidos e um torneio na França. A partir daí, finalmente começarão os Jogos Olímpicos, entre os dias 29 de julho a 12 de agosto.

Confira os jogos da Seleção, abaixo:

Torneio Eletrobras de Basquete (São Carlos-SP)
24/06, das 19h30 às 21h - Treino do Brasil
25/06, das 19h30 às 21h - Treino do Brasil
26/06, às 21h00 - Brasil x Nova Zelândia
27/06, às 21h30 - Brasil x Nigéria
28/06, às 21h00 - Brasil x Grécia

Torneio Super 4 de Buenos Aires
5 e 6 de julho - Buenos Aires (Argentina)
Seleções participantes: Brasil, Argentina, México e 1 equipe a confirmar

Torneio Super 4 de Foz do Iguaçu
11 e 12 de julho - Foz do Iguaçu / Paraná - Brasil
Seleções participantes: Brasil, Argentina, México e 1 equipe a confirmar

Jogo Amistoso contra os EUA
- Embarque dia 13 de julho, às 22h, em Guarulhos (SP)
- Chegada em Washington na manhã do dia seguinte
- Jogo dia 16 de julho, às 20h (de Brasília), no Verizon Center

Torneio na França
21 e 22 de julho - Strasbourg (França)
Seleções participantes: Brasil, França e Austrália (ordem dos jogos a definir)

30° Jogos Olímpicos
29 de julho a 12 de agosto - Londres (Inglaterra)
- Entrada na Vila Olímpica dia 23 de julho


GRUPO A: Argentina, França, Tunísia, Estados Unidos, Classificado 1 do Pré-Olímpico Mundial.
GRUPO B: Austrália, BRASIL, China, Inglaterra, Espanha, PRÉ-3

29 de Julho: Brasil x Austrália
31 de Julho: Brasil x Inglaterra
02 de Agosto: Brasil x PRÉ-3
04 de Agosto: Brasil x China
06 de Agosto: Brasil x Espanha

Fonte: Confederação Brasileira de Basketball.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A regra é clara?


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Em tempos de intertemporada voltam as especulações nos bastidores do basquete. Uma delas, já antiga, é a inclusão da equipe de Fortaleza na próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB). E aí muita gente se pergunta – como uma equipe pode entrar direto no campeonato sem passar pela Super Copa? E se isso é possível, por que existe um torneio de acesso?

Mogi e Palmeiras entraram no NBB depois do título e do
vice-campeonato na Super Copa Brasil, respectivamente
Apesar de não aparecer claramente no regulamento, a Liga Nacional de Basquete (LNB) permite a entrada das equipes no NBB de duas formas. Uma delas é via Super Copa Brasil, organizada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Os dois primeiros colocados, se estiverem de acordo com as exigências da Liga, têm o direito de disputar a competição. Uma das exigências é a apresentação de um bom planejamento financeiro para evitar os “aventureiros” que entram para disputar apenas uma temporada e depois desistem da competição. Por esse meio, Mogi das Cruzes/SaniFill, campeão, e Palmeiras, vice-campeão da Super Copa deste ano poderão disputar o ciclo 5 da competição nacional. Esse é o caminho da vaga conquistada. A equipe ganha o direito em quadra, e paga apenas as taxas “normais” exigidas para inscrição.  

A entrada desses dois times, porém, foi motivo de polêmica. Existe uma regra no NBB que permite uma cota de 10% de equipes do mesmo estado na competição em relação ao número total de participantes. Com dois finalistas de São Paulo, um deles ficaria de fora.

O assunto foi exaustivamente levantado com os responsáveis da CBB e da LNB durante a semana de disputas da Super Copa. Após muitos “não sabemos ainda”, dois dias antes da final veio a confirmação: Araraquara desistiu de disputar o NBB e ficaram abertas, assim, duas vagas para times paulistas. Problema resolvido.

Araraquara tem dificuldades financeiras já há algum tempo. Na temporada 2009/10, a equipe tentou uma parceria com o Palmeiras, que durou apenas um ano. Notícias sobre a saída do time já circulavam desde a desclassificação na primeira fase do NBB, no início do ano. Chegou-se, inclusive, a especular que a cidade venderia sua franquia para Ribeirão Preto, mas essa “manobra”, de acordo com o regulamento da Liga, é “ilegal”. Depois de muita polêmica, ambas as diretorias negaram que estariam em negociações. Pouco tempo depois, Ribeirão anunciou que não voltaria ao cenário do basquete nacional na próxima temporada.

Alberto Bial é indicado como provável
comandante do time de Fortaleza
Fortaleza se manteve distante desse “diz que me diz” e agora pode ser a principal beneficiada. O segundo meio legal de entrar no NBB é a compra de uma franquia. Essa opção é apenas para as equipes que tem “caixa” disponível. A LNB não divulga os valores, mas o preço é bastante alto.

A obtenção de uma franquia só pode ser feita diretamente com a Liga. Ou seja: o time que não tiver mais interesse ou condições de participar da competição vende a sua vaga à LNB, que após a aquisição poderá repassá-la para outra equipe. Isso, até o momento, não aconteceu. Mas com a devolução da franquia de Araraquara, pode ser o primeiro ano que um time entra direto no NBB.

A equipe do nordeste brasileiro, de acordo com informações não oficiais, seria comandada por Alberto Bial, ex-jogador, técnico, e atual comentarista do Sportv e da Rede Globo.

Licença e parceria

Os times que perderam patrocinadores ou têm outras dificuldades financeiras não precisam tomar uma atitude drástica como fez Araraquara e vender a vaga. A LNB permite uma licença de até dois anos. Nesse período a equipe fica de fora do NBB e a franquia é mantida. Depois de dois anos, o time é obrigado a voltar à competição. Caso isso não aconteça, o ele é excluído da Liga e perde todos os seus direitos. Lajeado, Nova Iguaçu e Ulbra, todos sócio-fundadores da LNB, perderam suas vagas dessa forma.

Outra estratégia para driblar a crise é firmar uma parceria. Assis, que esteve ausente nessa última edição do NBB, assinou parceria de dois anos com Suzano, e volta na próxima temporada como Instituto Ratto/Suzano/Assis. Araraquara, como já foi dito, também já tentou parceria com o Palmeiras há dois anos. É importante ressaltar que esse esquema de “sociedade” não está incluído no regulamento do NBB. Todos os pedidos de parceria são analisados previamente pelo conselho da LNB.  

Segunda divisão

Em abril, a Liga divulgou a possibilidade de se abrir uma segunda divisão do NBB, algo parecido com o que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) fez com a criação da Superliga B.

Adotando esse formato, as equipes que não participam da liga principal terão a possibilidade de disputar um campeonato mais longo e consistente (o nível das Copas Regionais hoje é bastante fraco), e a rotatividade de times na divisão especial seria maior, com acessos e rebaixamentos a cada temporada. A idéia agrada a várias equipes, mas não existe nada definido até agora. O projeto, de acordo com a LNB, está apenas em estudo.  

Traduzindo as regras

Um time entra no NBB:
- Por vaga conquistada: os dois finalistas da Super Copa Brasil, se estiverem de acordo com as exigências da LNB.
- Por vaga comprada: um desistente vende a vaga para a LNB, que só depois pode negociá-la com outra equipe.

São permitidas:
- Parcerias, desde que previamente analisadas pela Liga, e...
- Licença de até dois anos.

Não é permitida:
- A negociação de franquia de uma equipe para outra. A compra deve ser feita direto com a LNB.
- A participação de mais de 10% de equipes de um mesmo estado no NBB. Nesse ano o problema da Super Copa foi resolvido, mas se o problema de repetir na próxima temporada, não se sabe como a Liga vai driblar a situação. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

I Copa São Paulo Basquete 3x3 seleciona equipes para final no Rio de Janeiro

Por Renata Kelly
De São Paulo

Nas principais avenidas da cidade os termômetros marcavam 28°C. O céu estava bem azul. O sol radiante marcava a presença. Índice de congestionamento zero. Em um final de semana como este, após um período de chuvas, não tinha como ficar em casa!

Muitos paulistanos saíram para aproveitar o dia e um dos destinos bem bacanas da capital estava no Parque da Juventude, que sediou a primeira edição da Copa São Paulo de Basquete 3x3. De acordo com a administração, o Parque recebeu cerca de mil visitantes além dos 275 atletas que formavam as 75 equipes participantes.

A Copa, organizada pela Secretaria Estadual do Esporte e acompanhada pela Liga Paulista de Basquete e Associação Nacional de Basquete 3x3, intitulou quatro equipes vencedores nas categorias: Sub 18 Masculino, Sub 18 Feminino, +18 Masculino e +18 Feminino.

As equipes femininas e masculinas, maiores de dezoitos anos, que ocuparam as três colocações, foram classificas para participar da final nacional de Basquete 3x3 no Rio de Janeiro, que ocorrerá entre os dias 29 de junho a 1° de julho na capital fluminense.

Para incentivar a garotada, o diretor da seleção brasileira masculina, Vanderlei Mazzuchni, e o dirigente da Federação Paulista de Basketball, Danilo Castro, marcaram presença tirando dúvidas e fotos. As equipes ganhadoras da final carioca poderão participar da competição internacional de basquete 3x3 Fiba World Tour. 

Classificados para a final Nacional no Rio de Janeiro:

+ 18 Masculino:
 
1º – Since 1984 (Tony, Marcão, Fernandão e Fernando Gordon)
2º – Ibiras Park (Renê, Zando, Jimi Hendrix e Gerson Vitalino)

3º – AND 1 Streett ball (Bauruzinho, Gersinho, Volnei e Michel técnico Mamute)

+ 18 Feminino:
 
1º DCL ( Cristal Lemos, Maria Cristina, Fernanda Santos e Simone Silva )
2º BKT ( Carolina Silva, Bárbara Araújo, Andressa Augusto e Dayana Andrade )
3º Mauá ( Edneia Fernandes, Bárbara Leal, Yasmin Gonçalves e Andréia Sena )

Categoria Sub 18

Masculino:
 
1º Macabi Electra (Hebraica) Vitor Grilleni / Thomas Koelle / Henrique Donati
2º Macabi (São Paulo) Leonardo Pini / Adriano Letcooviski / Pedro Gondenberg / Vinicius Pereira
3º Apagebask (Guarulhos) Luís Felipe Barbosa / Leandro da Silva / Guilherme Rodrigues / Ícaro Geraldo


18 Feminino:

1º Ladies Team (São Paulo) Rayssa Reis / Zenia Oliveira / Thais Gomes / Daiana Silva
2º Apagebask (Guarulhos) Rebeca Gonçalves / Evelin Santos / Carla Maria
3º Eagles Basketball (São Paulo) Julia Bronzato / Isabella Bronzato / Martina Sousa / Valeria Lopes 

sábado, 26 de maio de 2012

Campeonato de Basquete 3x3 chega a São Paulo para reunir jovens e democratizar a modalidade

Por Renata Kelly
De São Paulo

“Praticar esporte é mais do que investir no condicionamento físico, é contribuir para equilíbrio emocional e desenvolvimento educacional do atleta”, comenta a esportista e educadora física Andréa Mello. A afirmativa parte do projeto recém-inaugurado pelo Governo do Estado de São Paulo, A Copa São Paulo Basquete 3 x 3 .

O objetivo do campeonato é atrair os jovens de toda a capital para a modalidade e abrir a prática esportiva para os espaços públicos de laser. Os jogos começaram na última semana de maio nas três quadras de basquete do Parque da Juventude, localizado na zona norte, próximo à estação de metrô Carandiru.

Para Andréa Mello, a iniciativa governamental é excelente, pois os jovens das classes menos favorecidas, que não desenvolvem nenhuma prática esportiva, podem se inscrever no programa sem nenhum custo adicional, “Considero o projeto uma democratização do esporte”. Além da prática, os jogos são acompanhados de muita música e dança, no estilo hip hop característico da modalidade. Participa em São Paulo o DJ Deng Style, também conhecido por animar a torcida do Esporte Clube Pinheiros.

Apesar de estar sendo aplicado em todas as cidades cadastradas, São Paulo tem o maior número de praticantes. Os vencedores se classificarão no campeonato nacional das categorias sub 18 e +18 anos para ambos os sexos.  

A iniciativa surgiu após a criação das regras oficiais do Basquete 3x3 pela Federação Internacional de Basketeball (FIBA) e reconhecimento pela Confederação Brasileira de Basketeball (CBB). A final nacional no Rio de Janeiro é organizada pela FIBA e CBB.

Os jogos, que começaram no último dia 25, já estão sendo acompanhados pelas Liga Paulista de Basquete (LPB) e Associação Nacional de Basquete 3x3 (ANB3), criada especialmente para desenvolver o campeonato.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Jogos Olímpicos: Magnano anuncia lista dos jogadores masculinos da seleção brasileira de basquete

Por Renata Kelly
De São Paulo
Técnico Ruben Magnano, em coletiva de imprensa, 
anuncia jogadores para a seleção masculina de basquete
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), junto com a Associação dos Cronistas Esportivos do Estados de São Paulo (ACEESP), realizaram, na manhã desta quinta-feira (17), uma coletiva de imprensa para anunciar os jogadores convocados a seleção masculina de basquete para os jogos Olímpicos de Londres.

O técnico argentino Ruben Magnano, na seleção brasileira desde 2010, apresentou a lista com treze atletas, sendo eles: os armadores Marcelinho Huertas, Larry Taylor e Raulzinho, os alas Leandro Barbosa, Marcelinho Machado, Marcos Vinícius de Souza e Alex Garcia, os alas-pivô Anderson Varejão e Guilherme Giovanoni e os pivôs Thiago Splitter, Rafael Hettsheimeir, Nenê e Caio Torres. Além de mais dois jogadores convidados, o armador Ronald Fischer e o ala Ronaldo Rodrigues.

A convocação de alguns esportistas foi uma novidade, como a do recém naturalizado brasileiro Larry Taylor, nascido nos Estados Unidos, e do pivô Rafael Hettsheimeir que ficará afastados das quadras por dois meses para artroscopia do joelho. Tudo indica que conseguirá participar dos jogos.

Outra surpresa foram as nomeações dos jogadores que atuam na Liga Americana (NBA), o pivô Nenê, do Washington Wizards, e o ala Leandrinho, do Indiana Pacers. Ambos não participaram do pré-olímpico da modalidade, mas o técnico Magnano esclareceu que realizou uma conversa pessoal com os atletas que decidiram aceitar o desafio e vestir a camisa nacional.

O Brasil estava fora, há dezesseis anos, dos jogos olímpicos de basquete masculino. Segundo Magnano, os favoritos a medalha de ouro são as seleções dos Estados Unidos e Espanha e que abaixo deles todas as equipes estão no mesmo nível de capacidade. 

Indagado sobre a questão do patriotismo, tanto como técnico argentino representado a nação brasileira, quanto a convocação dos jogadores Nenê e Leandrinho, Magnano desconsiderou a ideia e afirmou que no mundo globalizado o patriotismo deixou de existir, “Espero da seleção brasileira a melhor atuação dentro do jogo olímpico”.

Foram treze nomes apresentados e um deles será cortado até a iniciação dos jogos londrinos. A seleção se apresentará no dia 10 de julho, em São Paulo, para fazer exames e iniciar a rotina de treinamentos.  

domingo, 13 de maio de 2012

Governo Federal financia boa parte dos gastos da CBB e contribuinte é quem paga a conta

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

Saiu na última semana de Abril no diário Lance! o balanço da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) referente ao ano de 2011. Este era um assunto ansiosamente esperado por muitos, já que explica onde foi gasto o dinheiro destinado a confederação e foi destrinchado nessa última semana por especialistas.

Mais do que isso, o balanço desse ano, reflete as mudanças na gestão da entidade maior do basquete nacional. Gerasime Bosikis (atual presidente da ABASU - Associação Sul-Americana de Basquete), foi presidente da CBB entre os anos de 1997  e 2009, num mandato polêmico. Grego, como era conhecido o ex-presidente, foi substituído por Carlos Nunes, que preside a entidade até o presente ano e durante seu mandato o basquete brasileiro passou por mudanças relevantes. A seleção masculina conseguiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, depois de um longo jejum olímpico. Os campeonatos nacionais se tornaram mais competitivos e atraentes ao público. Recentemente foi criado o RITA - regulamento de inscrição e transferência de atletas - regulamentando as transações entre equipes e jogadores. As mudanças continuam acontecendo, mas havia a necessidade de saber quanto isso custa e quem paga a conta .

Jorge Cruz analisou em seu blog que 72% dos gastos da CBB é financiado pelo Governo Federal, que acaba destinando para esse fim o dinheiro do contribuinte. É possível verificar, a partir dos números divulgados, que a confederação trabalha em um déficit crescente ao longo dos anos, com gastos que poderiam ser minimizados, como por exemplo, juros bancários. O especialista em basquete Fábio Balassiano publicou em seu blog Balanacesta o arquivo cedido pela CBB e considera  a situação grave, pois coloca em risco o futuro da modalidade no país. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CBB apresenta novo regulamento para a inscrição e transferência de atletas

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) publicou no dia 29 de março um novo regulamento para a inscrição e transferência de atletas brasileiros. O Regulamento de Inscrição e Transferência de Atletas (RITA) foi idealizado com a ideia de adequar as regras da entidade que regulam o basquete brasileiro às novidades propostas pela Federação Internacional de Basquete (FIBA) e pela Lei Pelé (lei que regulamenta o esporte no Brasil). As alterações trazem mudanças significativas para os atletas e as equipes. Como a temporada 2011/2012 está chegando ao fim, o Basquete Notícia foi conferir com um especialista como o novo regulamento funcionará.

Felipe Souza é advogado, auditor da Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Basquetebol, membro do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, membro da Comisssão do Desportivo da OAB e fala sobre as mudanças. 
Basquete Notícia - O que é o RITA?
Felipe Souza: Trata-se de documento importante para a organização e funcionamento do basquetebol brasileiro, há muito esperado pelos envolvidos com a modalidade. Conforme previsto, o RITA terá vigência após 180 dias da data da sua publicação, realizada em 29/03/2012, concedendo tempo razoável para as adaptações necessárias.

BN - Quais são seus pontos principais?
FS: Orientado pelas regras desportivas nacionais e pela regulamentação internacional da FIBA, o RITA aborda temas importantes como a compensação pela formação de atletas, as restrições para transferências de atletas conforme a idade, os períodos ou “janelas de transferências”, os níveis ou espécies de transferências, a situação dos estrangeiros que atuam em nosso país, a condição dos agentes de atletas, as convocações para seleções brasileiras, entre outros.

BN - Por que se identificou a necessidade de um regulamento diferente?
FS: Existem dois aspectos bastante relevantes para reforçar a importância de um novo Regulamento de Inscrição e Transferência de Atletas para o basquetebol. Os Regulamentos da FIBA foram alterados em setembro de 2010 e a Lei nº 9.615/98, conhecida como “Lei Pelé”, que institui normas gerais sobre desporto, foi profundamente alterada em março de 2011. A partir dessas alterações normativas, tornou-se imprescindível que as regras de organização e funcionamento da CBB fossem atualizadas. Além disso, não é novidade que o basquete brasileiro passou por momentos muito complicados na década passada, que exigiram mudanças significativas na sua estruturação. Como exemplo desse novo contexto, houve a criação do Novo Basquete Brasil e da Liga de Basquete Feminino. Para que o basquete reencontre seus bons tempos e complete essa transição, não há dúvidas que a implementação dos instrumentos jurídicos disponíveis pode trazer excelente contribuição, tal qual o fazem as ferramentas de gestão e as estratégias de marketing. A reestruturação dos Regulamentos Internos, como o RITA, é parte importante dessa mudança e, como se observa, a CBB esteve atenta e atuou nesse sentido.

BN - Quais os benefícios do RITA para os atletas?
FS: Na minha opinião, o ressurgimento do basquetebol passa pelo respeito e valorização dos atletas. Parece-me totalmente contraproducente à formação de atletas de basquetebol e mesmo à manutenção daqueles já formados, que grande parte dos clubes resista à assinatura de Contrato Especial de Trabalho Desportivo com os seus jogadores. O RITA teve a grande oportunidade de condicionar à condição de jogo do atleta ao registro do seu Contrato Especial de Trabalho Desportivo na Confederação Brasileira de Basquete, ou seja, o atleta somente poderia jogar por determinado clube em uma competição oficial, como os campeonatos nacionais adultos, caso houvesse Contrato Especial de Trabalho Desportivo registrado na CBB, mas não o fez. Não tenho dúvidas que os clubes também se beneficiariam da obrigatoriedade da existência do vínculo de emprego formalizado desde a contratação, mas, infelizmente, ainda não ocorreu, mantendo terreno fértil para as inúmeras ações judiciais existentes e vindouras. Existem outros assuntos que dizem respeito aos atletas no texto do Regulamento, mas, sinceramente, ficam em segundo plano à luz da ausência de obrigatoriedade de Contrato Especial de Trabalho Desportivo.

BN - Quais os benefícios do RITA para as equipes e seus gestores?
FS: A grande reivindicação dos dirigentes de clube, inequivocamente, é a proteção do clube formador, e isso não ocorre apenas no basquete. O RITA buscou contemplar as recentes modificações da Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé) acerca dos clubes formadores, para dar efetividade a esse instituto jurídico. É muito importante que os clubes se atentem às disposições do RITA, da legislação nacional e internacional para conseguirem ser ressarcidos dos investimentos feitos na formação de atletas.

BN - Você vê algum ponto negativo? Qual?
FS: Como toda legislação, não há dúvidas que existirão críticas e elogios ao RITA, como a minha ponderação acerca do Contrato Especial de Trabalho Desportivos dos atletas de basquete. De qualquer forma, entendo oportuno enaltecer a iniciativa da Confederação Brasileira de Basquete e recomendar que todos os envolvidos com a estruturação da modalidade tenham contato com o RITA, potencializando a utilização dos instrumentos nele disponíveis.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mogi das Cruzes recebe a Super Copa Brasil a partir do dia 14 de maio

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Agora é oficial. A cidade de Mogi das Cruzes (SP) será a sede da Super Copa Brasil, entre os dias 14 e 19 de maio. O anúncio foi feito na tarde desta quarta feira (2) pelo presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes, e pelo prefeito da cidade Marco Aurélio Bertaiolli. Os jogadores do Mogi das Cruzes/SaniFill também estavam presentes.

Prefeito de Mogi das Cruzes e presidente da CBB 
anunciam a cidade como sede da Super Copa Brasil
Foto: Guilherme Peixinho
“Mogi das Cruzes atendeu a todos nossos requisitos. A cidade apresentou uma ótima estrutura, é próxima de um aeroporto e também mostrou uma boa rede hoteleira para atender a todos os clubes. A CBB vai se responsabilizar pela hospedagem e com o ginásio apresentado, com o interesse do secretário e do prefeito, certamente teremos uma ótima competição”, disse Carlos Nunes.

Oito equipes participarão do campeonato, que acontecerá no Ginásio Municipal “Professor Hugo Ramos”. Os dois finalistas garantem vaga na próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB). As partidas acontecerão durante a tarde e também à noite, e a final será transmitida ao vivo pelo canal Sportv. Todos os jogos terão entrada franca. Além do Mogi das Cruzes/Sanifill, a Super Copa reunirá o Palmeiras, o XV de Piracicaba, o Sport (PE), Lajeado (SC), Campo Mourão (PR), Assembléia Paraense (PA) e o Planalto Basquete (DF). 

Na próxima semana, o Departamento Técnico da CBB definirá os grupos, e o Congresso Técnico está marcado para o dia 14.

Para o treinador Marcelinho Ribeiro, o apoio da torcida será muito importante para o time conseguir a vaga para o NBB. “Jogar em casa sempre é mais confortável. A pressão aumenta, mas o grupo estará pronto e dedicado para buscar a vaga para o NBB”.

Mogi será a sede da Super Copa Brasil


Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

A cidade de Mogi das Cruzes foi confirmada como sede da Super Copa Brasil, competição que dá duas vagas no Novo Basquete Brasil (NBB). A notícia será anunciada daqui a pouco pelo presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes, numa coletiva de imprensa no Ginásio Municipal "Professor Hugo Ramos", em Mogi. 

Daqui a pouco, mais notícias no blog.