terça-feira, 3 de julho de 2012

NBA Store chega ao Brasil

Por Ylane Pinheiro
De Campinas

Na ordem: Nenê, Leandrinho, Splitter e Varejão
A NBA, liga americana de basquete, anunciou nesta segunda-feira (2), a criação de sua loja virtual oficial no Brasil. O lançamento ocorreu na cidade de São Paulo e contou com a presença dos atletas selecionados para os Jogos Olímpicos de Londres, que atuam em franquias da NBA: Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa, Thiago Splitter e Anderson Varejão.

A liga americana iniciou a expansão de suas fronteiras, e o Brasil é o terceiro país, no mundo todo, a ter uma NBA Store. Por aqui, as partidas são televisionadas, mas só assiste quem tem acesso à TV paga. A base dessa inciativa é diminuir a distância entre os torcedores brasileiros e seus ídolos atuantes na liga. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Final em jogo único é reprovada

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Reprovada por torcedores, técnicos e atletas, a final em jogo único na última edição do Novo Basquete Brasil (NBB) foi também escolhida como o "maior tropeço" para a Seleção NBB/Basquete Notícia, com 75% dos votos. 

A decisão entre São José/Unimed/Vinac e Uniceub/Brasília foi a primeira da história competição a ser decidida em única partida. Antes, o título era disputado em série de cinco jogos - formato que é mais comum ao basquete. 

Essa tendência de "reduzir" a decisão em torneios de clubes brasileiros - exceto o futebol - foi testada no vôlei, com a Superliga. Para atender a parceria com a televisão, e ter a final transmitida em canal aberto, foi preciso cortar a série - que poderia ser decidida em qualquer jogo, e demandaria mudanças na grade da emissora responsável pela transmissão - e fazer a decisão em apenas um jogo. No vôlei, apesar de muitos ainda contestarem, a fórmula deu certo. 

No basquete, a primeira experiência foi vista com estranheza. Como ponto positivo, podemos destacar o retorno do basquete de clubes à TV aberta. O jogo final do NBB4 foi o primeiro a ser exibido em 15 anos. Porém, o público brasileiro ainda necessita de um tempo para se reacostumar à modalidade. Segundo dados do Ibope, a audiência da Rede Globo caiu pela metade na manhã do sábado, dia 2 de junho, quando foi transmitida a decisão entre São José e Brasília. 

Time campeão
As equipes do NBB estão em foco na última votação: "Qual foi o time que mais chamou a atenção no campeonato?"

Não precisa escolher o melhor, nem o campeão. Queremos saber qual equipe teve um destaque além do esperado. Ou por ter jogadores mais criativos, ou porque se envolveu em histórias diferentes. Vale até aquela equipe sem pretensões que foi longe. Estão na briga os 12 times que passaram pela primeira fase do NBB. A votação vai até a próxima segunda-feira (9). 

Atlanta 1996: O que não deu certo para o Brasil?

Por Renata Kelly
De São Paulo

Olivinha marcando ponto para a seleção

Muito se fala sobre a nova seleção olimpíca de basquete masculino brasileiro, que foram dezesseis anos que o país esteve fora do grande campeonato mundial e que os novos atletas possuem grandes chances de alcançar a medalha. Porém, ninguém comenta que por dezesseis anos a Confederação Brasileira de Basquete sofreu muito para encontrar jogadores aptos a modalidade e que aqueles que representaram o país pela última vez tornaram-se profissionais insubstituíveis durante este tempo.

Olivinha, Pipoka, Ratto e Tonico foram alguns nomes que deram liga a seleção brasileira de basquete em 1996, comandada pelo técnico Ari Vidal, atual diretor de basquete do Flamengo.Oscar Scmidth era a estrela do momento, pois além de ser conhecido no país como o "mão santa", somou mais de mil pontos no campeonato, ante nunca registrado na história, virando o "super star" dos norte americanos. Segundo publicações da época, a seleção brasileira tinha a plena consciência de que iria enfrentar equipes mais aptas e preparadas e os jogadores estimavam alcançar o quinto lugar.

"O nosso objetivo é chegar em quinto, o que já seria uma classificação honrosa.Como os EUA já têm o ouro, nossos adversários serão Croácia, Lituânia e Iugoslávia. Se tivermos a felicidade de conseguir derrotar um deles, aí sim, podemos pensar em pódio", disse Oscar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, às vésperas dos jogos de Atlanta (EUA).

Atuação brasileira - A seleção masculina ficou um pouco abaixo de suas expectativas. O primeiro confronto foi contra a seleção de Porto Rico. O Brasil venceu por 101 a 98. Em seguida, foi derrotado pela Grécia, com o placar de 89 a 87. Depois, perdeu para a Austrália (101 a 109) e a Iugoslávia (101 a 82), e no quinto jogo, enfrentando a Coréia do Sul, conseguiu se classificar para as quartas de final (127 a 97). Enfrentou os Estados Unidos, que venceram por 98 a 75. Depois, disputando o quinto e oitavo lugar, venceu a Croácia (80 a 74), mas acabou perdendo para a Grécia (72 a 91), fincando o sexto lugar.

Oscar Schmidt comemora ponto no mundial
Os relatos dos jogos mostram que o país tinha muita vontade de vencer, tanto que foram poucos os placares de considerável diferença. Nas partidas em que foi derrotado, os brasileiros jogaram bem e esteviram próximos da vitória. Talvez, o espírito de alcançar o quinto lugar tenha contribuído para o resultado. Não foram registrados muito erros nas competições. O fato positivo é que o número de pessoas interessadas na modalidade cresceu em território nacional, devido a exposição dos jogos na mídia. Esta foi a última Olimpíada da seleção e a última do jogador Oscar.

Brasil em Atlanta - Nas Olimpíadas de 1996, o Brasil levou a sua maior delegação esportiva da história.Alguns otimistas, na época, disseram que o país superou as expectativas levando 15 medalhas, sendo 3 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze. Ficamos em 25° lugar, entre os 127 países que participaram da competição. O resultado mostrou que o país tem potencial olimpíco e que se investissem mais nas futuras gerações do esporte, garantiriam a preparação dos novos atletas e dos que continuaram.

Atualizado em 02/07/2012, às 21h30.

Nezinho e Vitor Benite são cortados da seleção

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Dois jogadores foram liberados da seleção brasileira masculina pelo técnico Rubén Magnano nesta segunda-feira (02). O armador Nezinho e o ala-armador Vitor Benite se juntaram à equipe depois do Sul-Americano, disputaram o torneio Super Four em São Carlos, mas ficaram de fora da lista para as Olimpíadas.

Com isso ficou reduzido a 13 o número de jogadores que participarão dos próximos torneios preparatórios antes das Olimpíadas de Londres. O primeiro será na Argentina, nos dias 5 e 6 de julho. Depois, a equipe joga o Super Four, em Foz do Iguaçu (PR) a partir do dia 11. Um último corte será realizado na cidade paranaense.

Os atletas que irão disputar os últimos dois torneios antes da viagem para os Estados Unidos e Europa, são: Marcelinho Huertas; Leandrinho; Larry Taylor; Raulzinho; Marcelinho Machado; Alex Garcia; Marquinhos; Guilherme Giovannoni; Augusto Lima; Nenê; Tiago Splitter, Anderson Varejão e Caio Torres.

A delegação embarca nesta terça-feira (03) para Buenos Aires. A estréia na competição Argentina está marcada para quinta-feira (5), contra o Chile, às 19h30.

Programação - Super Four/Buenos Aires

Dia 05/07
19h30 – Brasil x Chile
22h00 – Argentina x Espanha B

Dia 06/07
19h30 – decisão do terceiro lugar
22h00 – decisão do título

sábado, 30 de junho de 2012

Pinheiros analisa futuras contratações

Por Renata Kelly
De Sã Paulo

Fiorotto e Morro continuam ao lado de Mortari
Os jogadores de Cláudio Mortari, na conquista do Novo Basquete Brasil (NBB), serão os seus adversários nos próximos torneios de basquete. Marquinhos e Olivinha são os recém-contratados do Flamengo, Plabo Figueroa emigrou para o Fanca e Renato está fechando contrato com o Minas Tênis Clube. O Pinheiros ainda não anunciou a vinda de novos profissionais, apenas a renovação de contratos. 

Os jogadores que se mantiveram na equipe foram: Paulinho Boracini, Shamell, Bruno Fiorotto, Rafael Mineiro, Morro, Pedro Henrique e Lucas Dias. Para o técnico Cláudio Mortari o momento é bom para a equipe analisar as futuras contratações e as melhorarias para os próximos jogos. “Nosso elenco é grande e de qualidade e vamos fazer o possível para substituir os jogadores que saíram”, comentou. 

Dois dos seus melhores estão sob licença médica. O norte-americano Shamell operou o tendão da perna direita e está em fase de recuperação, e o ala Fiorotto acabou de sair de uma cirurgia no ligamento cruzado do joelho direito.  Provavelmente, eles não atuaram nos jogos de final de ano. 

Na última temporada, o Pinheiros fez uma campanha histórica ao alcançar o título do Campeonato Paulista (o primeiro de sua história), o terceiro lugar do NBB (pela segunda vez consecutiva) e vice-campeonato em duas competições internacionais, o Torneio Interligas e a Liga Sul-Americana.

Os detalhes do vai e vem no mercado de transferências você pode acompanhar através de nossa página especial. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O destino dos brasileiros escolhidos no draft da NBA

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Oscar Schmidt é considerado o melhor jogador brasileiro de todos os tempos. Tem uma carreia cheia de conquistas, mas nunca jogou na NBA. Não foi por falta de oportunidade. O “mão santa” foi o primeiro do país selecionado do draft. Em 1984, ele foi a escolhido na posição 131 pelo New Jersey Nets, e recusou a proposta para jogar na equipe. Sempre que é perguntado sobre o assunto, ele justifica que a escolha foi feita por causa do salário. Na época, Oscar jogava na Itália, e como receberia menos para atuar nos Estados Unidos – os salários não eram tão altos como hoje – preferiu ficar na Europa.

Rolando teve passagem rápida pelos Blazzers
Com a recusa de Oscar, o primeiro brasileiro a atuar na NBA foi Rolando Ferreira. O pivô foi a 26ª escolha no draft de 1988 pelo Portland Trail Blazers, e teve passagem bastante discreta. Na única temporada em que atuou nos Estados Unidos, Rolando disputou 12 jogos, e acertou apenas um arremesso em 18 tentativas. Por causa do rendimento baixo, o pivô saiu da liga americana e voltou ao Brasil.

Depois de Rolando, foram 14 anos sem brasileiros selecionados no recrutamento. Apenas em 2002, Nenê Hilário, quebrou essa seqüência. Mesmo pouco conhecido no país, o pivô era bem cotado, e foi draftado pelo New York Nicks na sétima escolha. Já na NBA, ele foi trocado com o Denver Nuggets, onde teve boas atuações, e ajudou a equipe a chegar aos playoffs. Nenê sofreu com contusões e problemas de saúde, e ficou ausente por algum tempo na NBA. Ele retornou para o time de Denver em 2011, e foi trocado neste ano com o Washington Wizards, sua atual franquia.

Nos anos seguintes à escolha de Nenê, o Brasil teve jogadores draftados por dois anos seguidos. O primeiro foi Leandrinho, em 2003. O ala-armador foi a 28ª escolha pelo San Antonio Spurs, e foi trocado com o Phoenix Suns Lá, ele atuou até 2010. Manteve boas médias, e ganhou, inclusive, o prêmio de melhor sexto homem na temporada 2006/07. Em 2001, o jogador foi para o Toronto Raptors, e atualmente está no Indiana Pacers.

Babby foi a oitava escolha pelo Raptor, mas não conseguiu
consolidar careira na NBA
Em 2004, foram selecionados, pela primeira vez, dois jogadores brasileiros no draft. Anderson Varejão, 30ª escolha pelo Orlando Magic, e Rafael Babby, 8ª pelo Toronto Raptors. A dupla teve destinos diferentes na NBA. Varejão foi negociado com o Cleveland Cavaliers, e se tornou o primeiro brasileiro a disputar a final da liga americana em 2007. Ele permanece na equipe até hoje. Já Babby teve uma passagem mais conturbada. O pivô era apontado como atleta muito promissor por causa de seu ótimo desempenho na NJCAA e na NCAA. Na franquia canadense, ele teve pouco espaço, e acabou envolvido numa troca com o Utah Jazz. Depois de uma temporada, ele foi para a Rússia, e voltou para os Estados Unidos no ano seguinte. Ele chegou a treinar no training camp do Minnesota Timberwolves, mas foi dispensado antes da temporada regular, e retornou ao Brasil.

Em 2004 e 2005 nenhum brasileiro foi draftado. Em 2006, Marquinhos foi a 43ª escolha pelo New Orleans Hornets. O ala disputou duas temporadas pela franquia. Sem espaço, foi para o Memphis Grizzlies, na época o penúltimo colocado na Conferência Oeste, mas não chegou a ficar nem três dias na equipe, e foi dispensado. No Brasil, Marquinhos voltou a ter boas atuações, é nome certo na seleção brasileira, e fechou contrato com o Flamengo para a próxima temporada.

Tiago Splitter (branco) e Nenê (azul) foram
selecionados no draft e mantêm carreira na NBA
Em 2007, foi a vez de Tiago Splitter, o último recrutado que permaneceu na NBA. Ele foi a 38ª escolha do San Antonio Spurs, mas aceitou uma proposta financeiramente melhor para atuar na Espanha. Por lá, teve excelentes atuações, e figurou na lista dos melhores pivôs do mundo. Foi MVP na temporada 2010 da ACB, e também o melhor jogador da final, quando sua equipe conquistou o título. Por causa de suas atuações, o pivô recebeu proposta do San Antonio Spurs novamente, e dessa vez, assinou com a equipe e atua desde então na NBA.

No ano de 2010, Paulão Prestes foi selecionado, mas como dito anteriormente, não chegou a disputar a liga americana. Agora é a vez de Fab Melo escrever sua trajetória. 

Brasileiros selecionados no draft

1984 - Oscar Schmidt: 131ª escolha, New Jersey Nets
1988 - Rolando: 26ª escolha, Portland Trail Blazers
2002 - Nenê Hilário: 7ª escolha, New York Knicks
2003 - Leandrinho: 28ª escolha, San Antonio Spurs
2004 - Babby: 8ª escolha, Toronto Raptors
2004 - Anderson Varejão: 30ª escolha, Orlando Magic
2006 - Marquinhos: 43ª escolha, New Orleans Hornets
2007 - Tiago Splitter: 38ª escolha, San Antonio Spurs
2010 - Paulão Prestes: 45ª escolha, Minnesota Timberwolves
2012 – Fab Melo: 22ª escolha, Boston Celtics

"É isso mesmo, sou um Celtic!", diz Fab Melo após escolha no draft da NBA

Por Milena Antunes
De Mogi das Cruzes

Jogador se destacou por Syracuse na última temporada
A noite de ontem começou com expectativa de dois brasileiros na próxima temporada da NBA, mas apenas um foi escolhido no draft, o tradicional recrutamento de atletas universitários dos Estados Unidos. O pivô Fabrício Melo, conhecido como Fab Melo, foi selecionado na 22ª escolha pelo Boston Celtics, maior campeão da história da NBA, com 17 títulos. Já o armador Scott Machado, mesmo com as apostas em alta, acabou sem time.

Pelo twitter, o jogador não escondeu a felicidade pela conquista da vaga. "É isso mesmo, sou um Celtic! Me sinto muito bem. É hora de celebrar com a família", comentou em sua página pessoal.

Com essa escolha, Fab Melo se tornou o 10ª brasileiro selecionado no draft da NBA. O último que conquistou uma vaga no melhor basquete do mundo foi Paulão Prestes, selecionado pelo Minnesota Timberwolves, mas que preferiu mudar de país e seguir no basquete espanhol para ganhar amadurecimento. Hoje ele está na Lituânia.

Na seqüência de escolhas, Melo ficou em terceiro lugar entre os brasileiros. Apenas Nenê Hilário (7ª pelo New York Nicks em 2002) e Rafael Babby (8ª pelo Toronto Raptors em 2004) foram selecionados em posições superiores.

Fab Melo atuou por dois anos pela universidade de Syracuse e teve média de 7,8 pontos, 5,8 rebotes, 0,7 assistências e 2,9 tocos por partida na temporada 2011/12 do basquete universitário. O jogador apresentou uma boa porcentagem de acertos de arremesso, com 56,6%, mas seus pontos fortes são na parte defensiva. Em junho, ele foi chamado para a seleção brasileira para disputar o sul-americano. No entanto, o jogador teve de abrir mão da convocação para poder participar do draft. Caso não seja emprestado, Melo chega para ser opção no garrafão da franquia de Massachusetts, que ainda não renovou contrato com o veterano Kevin Garnett.

Atualmente, os jogadores  brasileiros na NBA são Nenê Hilário (Washington Wizards), Leandrinho Barbosa (Indiana Pacers), Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Tiago Splitter (San Antonio Spurs).

Veja qual foi o destino dos jogadores brasileiros escolhidos no draft da NBA.